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Ingresso para docência do Ensino Superior

 

Durante o curso, o estudante que busca o aprimoramento para atuação como docente do ensino superior poderá optar por se matricular no módulo especial “Metodologia do Ensino Superior”, o qual abordará a postura e a prática docentes, no contexto macro da universidade e no espaço da sala de aula. Dessa forma, o foco desta disciplina é a orientação didática, o planejamento e a avaliação da forma como se disponibilizam as informações aos alunos, para que eles possam, a partir delas, construir/reconstruir o seu conhecimento.

O estudante que optar em cursar esta disciplina, será acrescido à titulação a expressão “com ênfase em Metodologia do Ensino Superior”, e as disciplinas serão cobradas a parte.

O GRUPO NOBRE EDUCAÇÃO

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Grupo Nobre de Educação atua há mais de 30 anos em Feira de Santana, na Bahia, e tem como meta educar e desenvolver cidadãos e profissionais, com elevado potencial de inserção no mercado de trabalho e flexível às mudanças por que passa a sociedade brasileira, buscando desenvolver nessas pessoas o espírito empreendedor, público, crítico e comprometido, além de incentivar o trabalho de pesquisa e investigação, promover a divulgação dos conhecimentos e suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento.

Em percurso de permanente avanço, o Grupo Nobre mantém sua tradição de mais de 30 anos atuando no contexto educacional. Dispõe de diferenciada Infraestrutura Física, Técnica e Tecnológica credenciando-se como Faculdades de excelência, garantindo suas possibilidades de expansão, investindo em corpo diretivo qualificado, experiente e bem articulado com as coordenações, docentes e discentes, gerando Plano de Desenvolvimento Institucional e Projetos Pedagógicos arrojados, com envolvimento e cumplicidade da comunidade acadêmica.

Dispõe de mais de 90% de Mestres e Doutores no seu quadro de professores, sendo mais de 40% de doutores! Grande diferencial dentre todas as faculdades e universidades particulares baianas!

As duas melhores Instituições de Ensino Superior da Bahia (FAN e UNEF) se uniram para oferecer um programa de Pós-Graduação que lhe prepare para enfrentar e vencer todos os desafios do mercado, com competência para ocupar os melhores cargos e posições em sua carreira profissional.

Afinal de contas, vivemos em um mundo globalizado, aonde a velocidade das informações e acontecimentos exigem uma atuação mais rápida e prática. Independente do tempo de atuação profissional o constante desenvolvimento é imprescindível para uma carreira promissora.

Para alimentar o profissional de informação, conhecimento e ideias inovadoras, o programa de Pós-Graduação do Grupo Nobre oferece cursos de especialização nas áreas de Gestão, Saúde, Jurídica, Engenharia, Comunicação e Criatividade aliando a tradição e as mais novas práticas do mercado, preparando assim os profissionais para desafios do mundo contemporâneo.

Os cursos tem duração de 18 meses, e tem como objetivo aprofundar seus conhecimentos na área, colocar em prática o que foi aprendido e aproximar-se das tendências do mercado.

A PÓS NOBRE conta com uma equipe de coordenadores e professores, mestres e doutores, com grande experiência profissional, trazendo a realidade prática de cada área para dentro da sala de aula. Além disso, os cursos dispõem de experiências realísticas em empresas, obras, escritórios, clínicas e hospitais enriquecendo o conhecimento e o network.

Reconhecidas pela credibilidade, por ser destaque no RUF (Ranque Universitário Folha de São Paulo), no Guia do Estudante (Editora Abril) e ter os excelentes conceitos no MEC, a FAN e a UNEF dispõe da melhor e maior estrutura em laboratórios, unindo tecnologia e inovação para promover uma educação diferenciada.

Faça Pós-Graduação do Grupo Nobre. Você pode ser o profissional que o mercado precisa.

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Estudante com síndrome de Down é aprovado no vestibular da Ufes

“A realização de um sonho. Um misto de surpresa e êxtase”. É desta forma que Paola Pinheiro Bernardi Primo, de 36 anos, define a emoção ao saber que seu irmão, Rodolfo Pinheiro Bernardi, de 25 anos, foi aprovado no curso de Gemologia, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no campus de Goiabeiras. O jovem será o primeiro aluno portador de síndrome de Down na instituição de ensino superior.

– No momento da aprovação, não conseguimos nos conter. Foi muita emoção. Afinal, sabíamos das limitações dele. Mas sempre acreditamos que era possível – destaca a irmã, acrescentando que Rodolfo espera, com o curso, aprender coisas novas e fazer novas amizades.

De acordo com Paola, o irmão estudou principalmente assistindo a videoaulas disponibilizadas na internet por cursinhos on-line.

– Ele gosta muito de ficar no computador, que foi por onde basicamente ele estudou. Rodolfo sempre assistia a vídeoaulas para o Enem e fazia suas anotações – conta a irmã.

Nas horas vagas, segundo Paola, ele gosta de fazer exercícios físicos. Ela lembra que, com sua determinação, Rodolfo iniciou um processo de emagrecimento saudável e conseguiu perder 23 quilos em 1 ano e meio.

– Um orgulho para nós. Um garoto adorável, amoroso e muito determinado – conta Paola.

Segundo informações da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e do Núcleo de Acessibilidade da Ufes (Naufes), não há registros anteriores de estudantes com Síndrome de Down na unidade.

– Temos uma política de inclusão na universidade. Isso vem ao encontro do que entendemos como também responsabilidade social de uma universidade pública. Estamos felizes com a conquista dele – comemora a pró-reitora de graduação e professora, Zenólia Cristina Campos Figueiredo.

 

Jovens que acessam a internet em excesso podem sofrer com sua saúde mental

 

Não é novidade para ninguém aquela velha história de que qualquer coisa em excesso faz mal. Infelizmente, o uso da internet não está livre disso. Prova disso veio com um novo estudo feito no Reino Unido pelo Instituto de Política de Educação, que encontrou uma ligação entre o uso “extremo” da rede por adolescentes – com destaque em específico para as mídias sociais – e certos problemas com sua saúde mental.

Antes que você comece a se preocupar, o estudo não é conclusivo em apontar os efeitos do excesso da internet e problemas mentais. No entanto, ele aponta que o uso contínuo da rede pode indicar que aquela pessoa tem maiores chances de sofrer com algum tipo de insatisfação em sua vida. Jovens que gastam três horas ou mais online mesmo em dias de escola, por exemplo, têm duas vezes mais chances de relatar algum problema com sua saúde mental.

O uso contínuo da rede pode indicar que aquela pessoa tem maiores chances de sofrer com algum tipo de insatisfação em sua vida

Já os verdadeiros usuários extremos, que passam seis horas ou mais na internet, reportaram serem vítimas de bullying em 17,8% dos entrevistados – quase três vezes mais do que os 6,7% relatados por usuários moderados de internet. Não limitados a isso, os adolescentes que chegam a esses níveis também relataram uma satisfação de vida média de 6,59/10 contra uma média de 7,4/10 dos moderados.

Novamente, é importante frisar que o estudo não aponta o uso excessivo de internet como a causa de tudo. Muito pelo contrário: em vários casos, seu uso foi notado como benéfico para várias pessoas. Justamente por isso, contudo, é que essa ligação pode estar se formando.

Em meio a tudo isso, a mensagem que fica é uma maior atenção aos casos de uso excessivo de internet. Caso ele exista, é sinal de que esse jovem possa estar precisando de ajuda.

Precisamos Discutir A Saúde Mental Das Crianças Brasileiras

Joyce Capelli, Diretora Executiva e Presidente da Inmed Brasil

Pouco se fala, mas a saúde mental de nossas crianças e adolescentes é assunto que precisa ser mais discutido, abordado, divulgado. Um local onde se pode bem observar o surgimento de possíveis problemas cognitivos, emocionais, psicológicos e psiquiátricos é a escola pública.

Refiro-me à escola publica porque, além de ser meu campo de trabalho, abriga mais de 80% dos alunos brasileiros, um contingente de aproximadamente 50 milhões de crianças e adolescentes.

Pesquisas indicam que a promoção da saúde mental em escolas produz benefícios de longo prazo para os jovens, incluindo melhor desenvolvimento emocional, social e até um desempenho acadêmico mais eficiente.

As pesquisas também demonstram que uma em cada quatro pessoas são afetadas por transtornos mentais ao longo da vida. A maioria desses transtornos se desenvolve na infância e adolescência, sendo que 50% têm início antes dos 14 anos.

O Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento aponta que as taxas de transtornos mentais na infância alcançam 14% das crianças, mas menos de 20% delas são diagnosticadas e tratadas.

Não há nas escolas do Brasil políticas públicas para promover a educação em saúde mental e emocional, com formação e informação para professores e pais se conscientizarem e aprenderem a lidar com este desafio, visando identificar, encaminhar para acompanhamento médico ou até prevenir psicopatologias.

É muito importante promover formação para todos os funcionários escolares sobre a saúde mental e considerar as escolas como parte de uma rede mais ampla, unida com outras partes interessadas e instituições envolvidas na saúde mental das crianças e adolescentes nas comunidades locais.

Há décadas dirijo uma organização sem fins lucrativos e me envolvo nas discussões da sociedade civil organizada. Nossas ações têm como base as escolas das redes públicas de ensino, pois é de lá que promovemos ações que efetivamente transformam para melhor as nossas comunidades.

Realizamos, há alguns anos, em comunidades do Rio de Janeiro e outros Estados, um programa que permitiu um breve exemplo da importância de abordarmos as angústias, medos e perspectivas das crianças. As ações aconteceram em comunidades onde meninos e meninas viviam (e ainda vivem) em contexto de exclusão social e violência.

Inicialmente, fizemos uma capacitação para os professores entenderem o contexto emocional das diversas faixas etárias e como os desvios podiam ser percebidos por meio da análise dos sonhos.

Paralelamente, realizamos oficinas sobre a importância do trabalho com a autoestima dos alunos e como ajudá-los a enfrentar dificuldades.

Nas escolas das comunidades, semanalmente, as crianças foram reunidas em grupos para desenhar e escrer sobre seus sonhos mais recentes e recorrentes. As crianças também responderam a questionários socioeconômicos e culturais.

Esta oportunidade permitiu aos alunos dividir com professores e colegas seus sentimentos e sensações, o que nunca havia ocorrido na sala de aula. A atividade tornou-se ferramenta pedagógica importante para os professores descobrirem novas maneiras de ajudar seus alunos em caso de dificuldade. Ao contar, desenhar e escrever seus sonhos, os alunos resgatavam questões de seu dia a dia e redimensionavam a realidade que os cercava.

O trabalho revelou que há ausência de figuras positivas e de modelos para as crianças, além de observar o enfraquecimento das figuras masculinas. Mesmo quando a criança sonha com um ídolo, a projeção favorável não se concretiza no sonho.

Foi uma iniciativa que trouxe excelentes resultados no curto espaço de tempo de sua duração, pois permitiu que as crianças, a partir da individualidade de cada contexto emocional, começassem a interagir de maneira diferente com seus pares, família e sociedade.
Com este projeto, abrimos espaço para a reflexão e discussão de um enorme problema que assombra os jovens e que sempre fica do lado de fora dos muros das unidades de ensino (exceto quando uma bala perdida inadvertidamente invade o perímetro de convívio escolar).

Há outras iniciativas que acontecem pelo mundo afora: na Europa, em 2011, foi lançado um Pacto pela Saúde Mental e o Bem-Estar (European Pact for Mental Health and Well-Being), para inserção emergencial de conteúdos sobre saúde mental nas atividades curriculares e extracurriculares das escolas, além da sensibilização de profissionais da saúde e da educação. Enquanto isso, no Canadá, esse tema já integra o currículo regular das escolas.

Há mais exemplos de boas práticas: como o Young Mind, na Noruega; o Unidos Fazemos a Força: Juntos contra o Bullying, na Itália; a legislação sobre serviços especializados disponibilizados pelos municípios para as escolas pré e obrigatórias, na Islândia e União Internacional para a Promoção da Saúde e Educação (UIPES), entidade internacional.

Precisamos alardear a necessidade de discutir a promoção da saúde mental e emocional nas escolas, para disseminar por todas as nossas redes de ensino este tema tão primordial para garantir o pleno desenvolvimento das crianças e dos adolescentes no Brasil.

 

PÓS GRADUAÇÃO NOBRE.

 

 

TABELA DE PREÇO PÓS-GRADUAÇÃO 2017

Cartaz

 

Sistemas Elétricos de Potência

Pericias Forenses

Nutrição Esportiva e Bem-estar

Inovação, Criatividade e Interatividade

Gestão Empreendedora e Liderança

Fisioterapia Respiratória com ênfase Hospitalar

Direito do Trabalho

Automação e Controle Industrial

Auditoria de Serviços de Saúde

Analises Clinicas e Toxicologicas

 

 

Taxa de suicídio cresce mais de 40% entre os brasileiros de 15 a 29 anos

Acorda Cidade

Nos últimos dez anos, a taxa de suicídio cresceu mais de 40% entre os brasileiros de 15 a 29 anos, o que aponta a necessidade de intensificar as medidas de proteção e orientação para os jovens e adolescentes. Nesse cenário, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) distribuirá 5 mil cartilhas sobre o tema para orientar os profissionais de saúde da rede estadual. O documento também está disponível para download no link https://goo.gl/FRu9fT.

Além da distribuição das cartilhas, a Sesab promove na próxima quarta-feira (26), às 14h30, uma webpalestra sobre os “aspectos técnicos e éticos na abordagem do paciente em risco de suicídio”. Os interessados podem assistir e interagir através do link www.telessaude.ba.gov.br/participe, onde a psicóloga do Núcleo de Estudo de Prevenção do Suicídio, Soraya Carvalho, desconstrói mitos e alerta para os sinais e sintomas da formação da ideia suicida.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, o suicídio é um grave problema de saúde pública mundial, onde 1 milhão de pessoas morrem a cada ano. “Entre os jovens, é a terceira causa de morte no mundo, por isso é um tema que não pode ser negligenciado”, afirma o secretário, ao lembrar ainda que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior incidência de suicídios, ultrapassando o número de 12 mil casos por ano.

Na Bahia, dados preliminares apontam que entre 2010 e 2017 foram contabilizados 3.324 casos de suicídio, sendo que apenas neste ano são 114 registros.

Sinais e sintomas

A ideia suicida é acompanhada de grande sofrimento e perspectiva pessimista. É comum a ocorrência de expressões depreciativas e sentimento de culpa, incapacidade e rejeição. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes são: tristeza profunda, frustração, irritabilidade, choro frequente, apatia, dificuldade de interação, isolamento social, baixa autoestima, insônia e comportamentos agressivos dirigidos para si ou para outros.

Estudos apontam que cerca das 40% pessoas que cometem suicídio buscam atendimento médico entre dois e sete dias antes e 50% tem história de tentativa anterior. Isso significa que, sobretudo, no caso de jovens e adolescentes, os pais, amigos, profissionais de saúde e professores desempenham papel fundamental na identificação dos sinais e sintomas para que o indivíduo seja encaminhado a um serviço especializado.

Em Salvador existem três emergências com atendimento psiquiátrico 24 horas. São eles: Hospital Juliano Moreira, em Narandiba, Hospital Mário Leal, no IAPI, e o 5º Centro de Saúde, localizado na Avenida Centenário. O atendimento ambulatorial está disponível no Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS), que é vinculado ao Centro de Informações Antiveneno (Ciave) e funciona no Hospital Geral Roberto Santos, bem como nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que estão presentes na capital e no interior. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também presta atendimento tanto pelo telefone, ligando 141 ou pelo site http://www.cvv.org.br/.

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Baleia azul, provavelmente, faz mais uma vítima.

Acorda Cidade Pescadores encontraram no início da tarde desta quinta-feira (20) o corpo de uma adolescente no Rio São Francisco, na região do Porto do Jatobá em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil (PC), a garota é Ana Vitória Sena de Oliveira, de 15 anos, que desapareceu na última segunda-feira […]

via Encontrado corpo de garota desaparecida com suspeita de envolvimento com jogo da ‘Baleia Azul’ — Deivisson Lopes é coisa nossa

‘Insegurança nas cidades aumenta ansiedade, fator de risco para depressão’, diz psiquiatra

Tato Rocha/JC Imagem
Cinthya Leite
“O medo e a insegurança nas cidades aumentam na população os níveis de estresse e ansiedade, que são um fator de risco importante para quadros depressivos. Em países em desenvolvimento, esse cenário é muito crítico. Estimava-se que, apenas em 2020, a depressão seria o transtorno que mais causaria comprometimento, mas essa percepção foi antecipada”, frisou a psiquiatra Kátia Petribú, em entrevista durante o programa Casa Saudável, na TV JC, na sexta-feira (7), Dia Mundial da Saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu a data para estimular os países a chamarem a atenção para a depressão, com o intuito de derrubar o estigma associado a esse distúrbio democrático: não discrimina por idade, raça ou história pessoal.

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Só no Brasil, a depressão acomete 5,8% da população (taxa ultrapassa a média mundial, de 4,4%) e, em todo o planeta, é considerada a principal causa de incapacidade. Os percentuais são da OMS. “Esses novos números são um sinal de alerta para que todos os países repensem suas abordagens à saúde mental e a tratem com a urgência que merece”, destacou, em comunicado, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

O depoimento retrata a necessidade iminente de se mudar um cenário preocupante: em regiões de baixa renda, menos de 1% da verba da saúde dos governos é investido em saúde mental. Nos países desenvolvidos, chega a 5%, o que ainda é pouco para um transtorno que prejudica relacionamentos, interfere na capacidade produtiva, diminui a autoestima e está associado a um risco aumentado de suicídio.

“Infelizmente apenas 15% das pessoas seguem em tratamento. Isso reflete o impacto do preconceito, da dificuldade de acesso a tratamento e da minimização do sofrimento até mesmo por quem tem depressão”, informa Kátia Petribú, que é presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP). Professora da Universidade de Pernambuco (UPE), ela cita características que merecem ser consideradas. “Humor depressivo, perda de interesse pela maioria das atividades (sociais e profissionais), falta de concentração, dificuldade para iniciar e manter o sono são sintomas importantes.”
TRATAMENTO
Mesmo em intensidade grave, esses sinais podem ser dominados com assistência adequada, que inclui tratamento medicamentoso, terapias, realização de atividades físicas e adoção de hábitos saudáveis. A escritora Lana Valentim, 43 anos, é um exemplo de que é possível vencer a depressão, enfrentada há cinco anos.

“Vivia sem ânimo e tinha uma mente muito negativa. Passei nove meses isolada e escondida do mundo. Mas aprendi que, do mesmo jeito que a gripe precisa de tratamento, a depressão também. Ela é o câncer da alma”, diz Lana, que resolveu compartilhar seus sentimentos através da escrita. “Quanto mais colocava para fora, mais eu me sentia melhor. Isso me fez buscar ajuda. Tomei antidepressivo por seis meses, comecei a policiar meus pensamentos e a mudar a alimentação.”

No livro Caminhos de Lana – Como Venci a Depressão (Editora Carpe Diem), ela conta como escrever foi essencial para mantê-la conectada com o mundo. “As pessoas com depressão devem acreditar que podem superar (o transtorno) e dar um novo significado à vida”, ressalta Lana, que não tem dúvida de que vale a pena lutar contra o estigma.

 

Deivisson Lopes

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Saúde mental: Ter uma doença mental na China: estigmatizado, ignorado e sem tratamento

Pacientes no departamento de saúde mental de um hospital de Lishui, no Leste da China.

Durante anos, Liu Chunhua foi um rosto muito mais conhecido na delegacia que no consultório de psiquiatria do hospital local. Quando ouvia vozes que lhe mandavam arremessar móveis em quem estivesse por perto, vagava sem rumo, falava sozinha ou tinha súbitas e violentas mudanças de humor, os vizinhos chamavam na hora a polícia para que a levasse e tentasse acalmá-la. Até que finalmente, em 2016, durante um desses episódios, um de seus irmãos resolveu que havia sido o bastante e levou Liu (que prefere ser chamada por esse nome fictício) ao hospital de Anding, o de maior prestígio em doenças mentais de Pequim, na China. A mulher, atualmente com 53 anos, foi finalmente diagnosticada como tendo esquizofrenia. Foi a primeira vez que sua filha de 14 anos ouviu essa palavra.

Os primeiros meses foram difíceis. Liu se recusava a tomar o remédio, queixava-se dos ruídos, tinha pesadelos em que ouvia tiros. “Queria me suicidar. Não conseguia suportar o sofrimento. Mas as vozes me diziam que nem me matando eu poderia me esconder”, lembra. Finalmente, foi internada num centro comunitário especializado. “Estava bem. A pessoa se sentia segura lá dentro. Podíamos jogar bola, cantar no coral, às vezes tecer…” Hoje, demitida antecipadamente de seu trabalho numa fábrica devido a sua doença, mantém os sintomas sob controle. É uma das sortudas no país asiático.

Nesse país modernizado a um ritmo nunca visto na história, urbanizado de forma forçada e com profundas desigualdades entre ricos e pobres, cerca de 100 milhões de chineses — cerca de 13,7% da população — padecem de doenças mentais. E o número continua a crescer, admite o Governo. Segundo dados do Ministério da Saúde, 54 milhões desses doentes sofrem de depressão. Muitos nunca chegam a ir ao médico ou receber tratamento. No caso da depressão, apenas 30% são diagnosticados; somente 10% se submetem a terapia, calcula o jornal Shanghai Daily.

A escassez de especialistas não ajuda nada a combater o problema. Em 2014 havia só 23.000 psiquiatras qualificados na China, o equivalente a 1,7 por 100.000 habitantes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Nos Estados Unidos, essa proporção é de 12 por 100.000, por exemplo; na Noruega, 30 por 100.000.

A OMS calcula que o custo da depressão atinja na China  7,8 bilhões de dólares (cerca de 25 bilhões de reais) por ano em dias de trabalho perdidos, gastos médicos e pagamento de funerais. “Os custos da depressão são conhecidos. O que é menos divulgado é que a cada dólar empregado no tratamento da depressão a sociedade ganha quatro dólares em melhor saúde e capacidade de trabalho”, afirma o diretor da OMS na China, Bernhard Schwartländer. Só que a dotação para doenças mentais no orçamento chinês é de cerca de 1% somente.

É algo com raízes históricas. Num país que até 20 anos atrás tinha recursos muito limitados, os cuidados mentais eram secundários em relação ao tratamento de doenças fatais. As superstições tradicionais consideravam que um doente mental significava uma maldição do céu. Doentes podiam muito bem acabar presos em suas próprias casas, confinados por suas famílias para evitar comentários, ou em manicômios, em situação lastimável. Na época maoísta, quem tinha depressão era considerado traidor do regime, carente do entusiasmo exigido para participar da criação da “nova China”.

Ainda hoje persiste um enorme desconhecimento, que pode até provocar erros em alguns casos. Não é raro que a depressão seja confundida com um estado de ânimo ruim ou com algum tipo de fraqueza passageira; nada que não seja curado com boa alimentação, com disciplina ou com o passar do tempo. Também é frequente a ideia de que seja algo que acontece apenas com pessoas fracas, física ou mentalmente.

Em caso de problemas mais visíveis ou drásticos, a primeira reação de muitas pessoas é chamar a polícia, e não os médicos. “Acham que a polícia pode controlar o doente, mas os médicos não”, explica Cindy, sua filha.

Até quando o paciente reconhece os sintomas, reluta em pedir ajuda. “Têm medo que seu círculo de amigos e a família, ou seus chefes, possam não entendê-lo, que percam seu trabalho se deixarem saber o que se passa com eles. Também se preocupam que possa ser algo incurável”, explica Wu Hua, diretor da Shangshan, fundação dedicada a educar sobre a depressão.

“Na nossa cultura, o sentimento de vergonha é enorme”, explica T, um voluntário da Tulip, ONG de apoio a pacientes da depressão em Xangai. “Não somos muito tolerantes com o que é diferente. Todos temos que ser iguais, fazer as mesmas coisas. Os doentes mentais podem ficar muito isolados”, diz.

Mas essas atitudes estão mudando. O público começa a ser mais consciente do problema, graças ao cinema, à TV e às redes sociais. Cada vez mais há famosos que admitem lutar contra uma doença mental, conseguindo que a opinião pública discuta o assunto.

Zhang Jin, diretor adjunto da revista de economia Caixin, é um deles. Em 2012 precisou de um ano inteiro de consultas e várias mudanças de médico antes ser diagnosticado com transtorno bipolar, experiência que descreveu em seu livro Bypass. “Quinze anos atrás as pessoas nunca tinham ouvido a palavra depressão, agora é algo que está nas ruas”, explica.

Ainda assim, de maneira muito desigual. Doentes como Jin ou como Liu, de classe média e residentes na capital, têm mais acesso a especialistas e hospitais que os habitantes de cidades mais remotas, onde os psiquiatras podem ser uma raridade.

O Governo chinês começou a dar passos para enfrentar o problema. Em 2012 aprovou a primeira lei de saúde mental, que proíbe internar pacientes sem sua permissão. E em dezembro tornou essa questão prioritária ao dar luz verde a um documento político sobre a gestão das enfermidades psiquiátricas. O texto tenta melhorar a atenção psiquiátrica nos centros médicos, locais de trabalho e universidades até 2030.

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Deivisson Lopes

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Aos 55 anos, paciente lembra a época ‘das amarras’ em manicômios

Domingas Maria tinha 26 anos quando percebeu que havia algo de errado com sua saúde. Após a morte do irmão, sintomas de uma forte depressão e mudanças repentinas de humor começaram a incomodar o decorrer da sua vida. Logo depois, ela receberia encaminhamento para tratamentos em clínicas psiquiátricas de Teresina. O período, no entanto, foi marcado não só pela possibilidade de tratamento, mas por momentos de “terror”, como descreve.

Domingas, hoje, tem 55 anos e elenca inúmeras vitórias conseguidas pelo tratamento feito ao longo da vida. Mas os bons resultados não apagam da memória o que teve de viver em décadas passadas. “Comecei meu tratamento no ano de 1988 e a minha sorte foi que eu sempre tive muito apoio da minha família, meu marido, minha mãe que já é falecida e, agora, meus filhos que são crescidos, todos me apoiam. Mas cheguei a passar mais de mês internada no Meduna, no Areolino de Abreu, onde a gente chegava a ficar amarrada, acorrentada, em tempo de crise”, descreve com olhar distante.

Fotos: Jailson Soares/ODIA

Domingas também relembra que, por conta do tratamento enclausurado, chegou a ser vítima de agressão de outros pacientes. “No Areolino, quando os outros estavam em crise, eles batiam na gente, roubavam nossas coisas, era um terror”, relata.

A inserção em um Centro de Atenção Psicossocial consolidou uma mudança definitiva na sua qualidade de vida. Desde 2011, a senhora frequenta as atividades e tratamentos ofertados através do Caps Sudeste, onde afirma elencar muitas vitórias.

Mesmo tendo o apoio da família, Domingas destaca o que enfrenta devido o preconceito do restante da sociedade. A senhora afirma que não são isoladas as vezes que foi tratada com indiferença pela sua condição de saúde. “Já ouvi muito, ao entrar no ônibus, as pessoas falando ‘já vem os doidos do Caps’. Nós somos seres humanos como qualquer outro, é difícil de ouvir isso”, afirma.

Mesmo com as barreiras a serem enfrentadas, Domingas se considera uma mulher de sorte. O tratamento contínuo foi decisivo para hoje ela se considerar a ‘sortuda’, que afirma ser.

A família vai aumentar em pouco tempo com a chegada de mais um neto. E, pelo que Domingas afirma, não só com as palavras, mas pela forma como vê a vida, ela nunca esteve tão preparada para acompanhar toda essa felicidade.

Hospitais sem leito

Ao passo que a Rede de Atenção Psicossocial do Estado do Piauí cresce na oferta de espaços que consolidam a humanização do tratamento de saúde mental, um outro empecilho continua a preocupar gestores e causar barreiras para os usuários: a falta de leitos psiquiátricos em hospitais gerais.

O contexto acontece por inúmeros fatores, entre eles passeiam a hegemonia do modelo biomédico hospitalar, barreira à efetividade do trabalho em equipe multiprofissional, existência e manutenção de preconceito e estigma contra a pessoa com transtorno mental e falta de estrutura física dos hospitais gerais.

Em Teresina, o único hospital a ofertar leitos especializados para o acolhimento de pessoas com transtornos psiquiátricos não atende mais a demanda há cerca de cinco anos. “Qualquer hospital pode atender o cidadão para garantir seus direitos à saúde, só que temos lidado com a insegurança e, por vezes, o preconceito que acontece com a chegada desse usuário nos leitos gerais. Por isso, houve a política de implantar leitos de saúde mental em hospitais gerais e nós tivemos em Teresina, em 2011, um projeto piloto, que era para ser estendido para a rede, na unidade de saúde da Primavera, onde quatro leitos funcionaram até 2012, quando uma nova portaria do Ministério da Saúde estabeleceu que essa modalidade não poderia ser implantada em hospitais com menos de 50 leitos”, explica a técnica da Gerência de Saúde Municipal, Maria do Amparo.

Agora, a gestão está em processo de estabelecimento da definição de novos leitos em uma unidade que atenda às recomendações nacionais. O panorama também é destacado pela Gerência de Saúde Estadual. “Realmente, o leito em hospital geral é onde encontramos muitas barreiras e resistências. É preciso fazer entender que a pessoa com transtorno mental é uma pessoa que tem direito ao acesso à rede de maneira completa. Precisamos continuar avançando na descentralização da urgência e emergência, que é centralizada no Areolino de Abreu”, finaliza Gisele Martins.

Internação

Nos últimos 11 anos, o Piauí perdeu 46% dos leitos de internação psiquiátricos no âmbito da rede pública, saindo da oferta de 400 leitos, em 2005, para os atuais 217, em 2016. Os números foram divulgados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em um estudo que comprova que, em um contexto geral, o país perdeu quase 40% dos seus leitos de internação especializados para pacientes com transtornos mentais. No ranking, o Piauí ocupa a décima posição no número de perdas de leitos.

Fazem parte do cálculo tanto os leitos em hospitais psiquiátricos como aqueles em hospitais gerais. Redução essa que se baseia na Lei 10.216/01, a qual estabelece novos parâmetros para o segmento, privilegiando-se uma abordagem voltada para atenção ambulatorial e não somente a internação.

A decisão, no entanto, causa controvérsias. Na análise do CFM, a redução põe em risco a segurança do atendimento. A portaria 1.631, editada em 2015, define a necessidade mínima de um leito para cada 23 mil habitantes, o que dá 0,04 leitos para cada grupo de mil habitantes. Anteriormente, o percentual era de 0,45 leitos psiquiátricos por mil habitantes.

Segundo a Gerência de Saúde Mental do Piauí, o Estado ocupa uma posição confortável dentro das exigências do Ministério da Saúde. Isso porque, atualmente, conta com cerca de 50 leitos excedentes ao que foi estabelecido como mínimo dentro da portaria.

“Não temos desassistência em termo de internação por leitos. A Organização Mundial da Saúde aponta a necessidade de um leito para cada 23 mil habitantes, assim, o Estado necessitaria de 131 leitos. Hoje, o Hospital Areolino de Abreu tem 160 leitos de psiquiatria disponíveis e também temos 30 leitos na Santa Casa de Misericórdia de Parnaíba, totalizando 190 leitos. Nessa perspectiva, temos mais de 50 leitos sobrando”, explica a gerente de Saúde Mental do Estado, Gisele Martins.

No Brasil, os leitos remanescentes têm que dar vazão a uma enorme demanda. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, 3% da população sofre de transtornos mentais graves; 6% de problemas mentais decorrentes do uso de álcool e outras drogas e 12% vão necessitar de algum atendimento em saúde mental em algum momento da sua vida.

O Especial Transmídia continua discutindo sobre a loucura e seus estigmas na edição do fim de semana do Jornal O DIA, na TV O DIA e em matéria publicada amanhã, no Portal O DIA.

Por: Glenda Uchôa

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