“Ela só distribuiu amor”, diz casal que adotou criança com síndrome de down

Casal adotou Natália em dezembro de 2013 com apenas seis dias de vida.    Foto: Gabriel Haesbaert/A Razão

 

Depois de quatro anos na fila de espera da adoção, uma ligação de uma psicóloga do Lar de Miriam (entidade beneficente de Santa Maria) mudou o futuro do casal Érika Benetti, 45 anos, e Carlos Benetti, 33 anos. Desde 2009, os dois possuíam um cadastro na Vara da Infância e Juventude para adotar uma criança. O destino colocou Natália, com síndrome de down, na época com apenas seis dias.

Como Érika, com três filhas de um casamento anterior (21, 24 e 26 anos), já havia feito laqueadura (procedimento que consiste na interrupção das trompas para anticoncepção definitiva), o casal optou pela adoção. “A psicóloga nos ligou uma quarta-feira, mas na sexta-feira já queria uma resposta se ficaríamos ou não com a criança. Pensei muito, não conseguia nem trabalhar direito. A Érika me apoiaria em qualquer decisão”, explica Carlos.

“Neste curto espaço de tempo, uma noite o Carlos me convidou para jantar e me levou comprar um par de brincos para a Natália. Logo no dia seguinte fomos buscar ela, era 20 de dezembro de 2013”, conta Érika.

Hoje, a pequena Natália, com 2 anos e quase um mês, se tornou a alegria da casa. “Tudo na Natália é um aprendizado, ela nos ensina muito, só distribui amor”, diz a mãe.

O preconceito

O casal enfrentou muito preconceito pela decisão de adotar uma criança com síndrome de down, inclusive da própria família. “Talvez senão tivéssemos adotado, a Natália estaria ainda no Lar de Mirian. Hoje, se precisasse, faria tudo novamente, sem pensar duas vezes. Tem muito tabu em cima das crianças com síndrome de down”, conta o pai, que é técnico em mecânica.

“Existe um preconceito das pessoas infelizmente. A Natália faz tudo que qualquer outro bebê faz, é extremamente carinhosa. Tudo de bom que está acontecendo na nossa vida é por causa da nossa filha”, ressalta Érika, auxiliar de enfermagem no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).

O que é Síndrome de Down

É causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população. As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

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