Simpósio internacional premia pesquisa da Fisioterapia

Artigo científico evidencia que pessoas com síndrome de down tendem a aprender melhor usando computador
Este ano foi de muitos prêmios importantes para a Unoeste! Uma das graduações reconhecidamente mais atuantes no desenvolvimento de pesquisas, a Fisioterapia, ajuda a abrilhantar este rol de méritos com mais uma grande conquista para a universidade em 2015: concorrendo com universidades públicas e particulares de vários Estados, tem o melhor dos trabalhos apresentados em pôster na categoria tecnologia e interdisciplinaridade do Simpósio Internacional de Tecnologia e Recuperação Funcional, realizado em São Paulo em 27 e 28 de novembro.
A pesquisa, “Aprendizagem motora na síndrome de down por tarefa de labirinto real e virtual”, evidencia que adolescentes com essa alteração genética “estão tão envolvidos com computadores ao ponto de aprenderem melhor com a plataforma virtual”, afirma a professora Deborah Cristina Gonçalves Luiz Fernani – representante da Unoeste no simpósio junto à docente Maria Tereza Artero Prado. “Ficamos muito felizes com essa inclusão!”, satisfaz-se Deborah. Ambas são autoras do estudo, do qual também fazem parte Ana Paula Coelho Figueira Freire e Dra. Francis Lopes Pacagnelli, também professoras da Fisioterapia da Unoeste, Bianca Cardoso Silva e Camila Pereira Silvério, fisioterapeutas formadas pela mesma universidade, e o Dr. Carlos Bandeira de Mello Monteiro, professor da USP.
“Se o adolescente com down consegue melhorar uma habilidade real após treinar no ambiente virtual, isso pode ser usado na escola, é uma forma de prepará-los melhor”, indica Maria Tereza, que endossa que fazer uma pesquisa com tanto afinco e alcançar gratificação pública por isso “demonstra que estamos no caminho certo, evoluindo nas nossas pesquisas e o quanto de efetivo está sendo o empenho da universidade e dos professores e alunos do curso de Fisioterapia”. Outro trabalho da Unoeste apresentado em painel no simpósio internacional é “Velocidade e precisão do movimento na quadriparesia”, um recorte da tese de doutorado em desenvolvimento pela professora Deborah na Faculdade de Medicina do ABC.
Como é a pesquisa – Participaram 12 adolescentes, metade com síndrome de down, com média de 15 anos de idade. Para avaliar a aprendizagem motora, tiveram que vencer labirintos em interfaces real (folha de papel) e virtual (computador) com o tempo sendo cronometrado. O labirinto é aquele tradicional: apenas uma entrada e uma saída e vários obstáculos no meio do caminho. Inicialmente, percorreram 30 labirintos idênticos no computador e após cinco minutos fizeram mais cinco – novamente virtuais e iguais aos anteriores. Mais cinco minutos de intervalo e, por fim, atravessaram cinco dos mesmos labirintos, mas em folhas de papel.
Após três meses de descanso, a atividade foi feita ao contrário: primeiramente no papel e depois no virtual. “Percebemos, de uma maneira esperada, que os indivíduos com síndrome de down apresentaram um tempo de performance menor do que os indivíduos típicos. E foram melhores na primeira prática: transferem melhor no labirinto real quando trabalham no virtual anteriormente”, pontua Deborah. Pelos resultados colhidos, os autores da pesquisa enfatizam que usar a tecnologia é importante para reabilitar quem apresenta alterações de aprendizado motor.

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Assessoria de Imprensa Unoeste
Aline Blasechi – Mtb: 40.055
Gabriela Oliveira – Mtb: 74.037
Mariana Tavares – Mtb: 59.807
Matheus Teixeira – Mtb: 58.954
Homéro Ferreira – Mtb: 29.054
João Paulo Barbosa – Mtb: 74.030

 

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