Agressão sexual afeta a saúde mental

Dezessete por cento das mulheres em os EUA dizem ter sido vítimas de estupro ou sofrido ao menos uma tentativa. No Brasil os números também são assustadores, e 52 mil estupros foram notificados no ano de 2014 em todo território nacional.

As mulheres são mais propensas a desenvolver um transtorno mental em algum momento de suas vidas se elas sofreram estupro, agressão sexual, perseguição, ou violência por parceiro íntimo, de acordo com um novo estudo publicado no Journal of the American Medical Association.

Especialistas dizem que as novas descobertas destacam o quão fortemente os dois problemas estão interligados.
Pesquisadores na Austrália analisaram dados de saúde a partir de uma amostra nacionalmente representativa de mulheres australianas entre as idades de 16 e 85 anos de idade. Os episódios de agressão sexual, perseguição, e outras “violência de gênero” eram muito comuns, cerca de 27% do grupo sofreu ao menos um episódio de abuso.
Cinqüenta e sete por cento das mulheres com um histórico de violência sexual também tinham um histórico de depressão, transtorno bipolar, estresse pós-traumático, abuso de substâncias, ou ansiedade (incluindo transtorno do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo), contra 28% das mulheres que não tinham experimentado a violência baseada de gênero.

Entre as mulheres que haviam sido expostos a pelo menos três tipos diferentes de violência, a taxa de transtornos mentais ou abuso de substâncias subiu para 89%. Destacando que os episódios de violência de gênero, muitas vezes ocorrem muito cedo na vida das mulheres, enquanto que os transtornos mentais na maioria das vezes são percebidos anos mais tarde.

Cerca de um quinto das mulheres que vivem nos EUA dizem ter experimentado a violência por parceiro íntimo (que inclui a violência doméstica), perseguição ou ambos. E 17% disseram ter sido vítimas de estupro ou tentativa de estupro, de acordo com o estudo.

Esta semana foi publicado o relatório anual que trata da violência contra a mulher aqui no Brasil. Os dados mostram que o número de mulheres assassinadas no território nacional atinge 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres. Preocupante e inaceitável.

Só podemos desejar um futuro mais esperançoso para ajudar milhares de mulheres que realmente precisam.

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