Portadora de Síndrome de Down, Pâmela encarou as ondas do Santinho

Estava frio e o tempo fechado, mas Pâmela Caroline de Andrade Corrêa, 31 anos, não se importou. Vestiu a roupa de banho com estampa de tigresa e seguiu para a escola de surfe do Costão do Santinho onde teria, pela primeira vez, uma aula para aprender a praticar o esporte.

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Era manhã de sábado, dia 31, e recebida pelo professor Leandro Tavares, Pâmela enfrentou as ondas da praia no Norte da ilha. Antes de começar, tirou uma dúvida: “surfar emagrece?”. A portadora de Down, que vai noivar em dezembro com Israel Quint, 20, que também tem a síndrome, está preocupada com o peso. Mas depois do primeiro contato com a água, a sensação foi muito além do resultado estético.

Liberdade, alegria, bem estar, são alguns dos sentimentos que Pâmela citou em áudios enviados à sua madrinha, Viviane Baldisseira, uma das coordenadoras do projeto Amigo Down.

— Foi um pedido dela. Temos a ideia de conseguir que tenham a inclusão em várias áreas, também no esporte. A Pâmela foi a primeira a passar por isso — conta Viviane.

A intenção é conseguir fazer com que outras escolas, de outras áreas, se interessem em abrir espaço para a inclusão.

— A alegria de ver ela sorrindo, o comportamento, foi tudo maravilhoso. É o que recebo de mais prazeroso — comemora a madrinha. Viviane ressaltou o comprometimento do professor Leandro e de seu colega, Fabrício Caldas, no atendimento a Pâmela. Eles explicaram que, sim, o esporte faz bem para saúde.

Aventureira

— Foi maravilhoso, inesquecível, quero fazer outras vezes — afirma Pâmela. Ela fez a aula acompanhada pela mãe, Elizabeth Gomes Andrade, que lembra que a filha sempre gostou do contato com a água e não teve medo de encarar as ondas.

— Já estou acostumada com essas venturas da Pâmela — diz a mãe, aos risos. A primeira “aventura” da filha foi querer se tornar modelo. Fez um curso, participou de desfiles, e segue na carreira.

Pâmela foi escolhida para a primeira aula por ser, de fato, um modelo de inclusão. E quer servir de exemplo para que outros jovens como ela façam o que gostam, apesar das dificuldades, além de motivar pessoas como Leandro e Fabrício a incluir.

Quem tiver interesse em abrir as portas para que outros jovens portadores de alguma necessidade especial participem de atividades esportivas, artísticas e outros projetos de inclusão, pode entrar em contato com Viviane pelo telefone (48) 9119-7680.

HORA DE SANTA CATARINA
Portadora de Síndrome de Down, Pâmela encarou as ondas do Santinho Fabrício Caldas/Divulgação
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