Agência Senado conquista prêmio de jornalismo da Federação Brasileira de Hospitais

Agência Senado conquista prêmio de jornalismo da Federação Brasileira de Hospitais

Da Redação | 03/11/2015, 17h09 – ATUALIZADO EM 03/11/2015, 17h59

A reportagem multimídia “Toda loucura será protegida?”, dos jornalistas Larissa Bortoni e Tadeu Sposito e do cineasta Adriano Kakazu, da Agência Senado, foi a vencedora na categoria internet do Prêmio Synapsis, oferecido pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH). O resultado foi divulgado no último dia 30.

O objetivo da matéria foi mostrar a situação dos cuidados com as pessoas com transtorno mental 13 anos depois da publicação da Lei Antimanicomial (Lei 10.216/2001). Entre outras mudanças, a lei limita a internação aos casos em que o tratamento fora do hospital se mostrar ineficaz.

Na reportagem, os profissionais da área de saúde mental reconhecem os avanços da nova legislação, mas a constatação é de que ainda há um longo caminho a percorrer para assegurar tratamento de qualidade aos pacientes.

A Lei Antimanicomial prevê que, fora dos episódios de surto, as pessoas com doenças mentais devem ser acolhidas nos centros de atenção psicossocial, locais de prestação de serviços não apenas médicos, mas psicológicos e de assistência social, para facilitar a reintegração à sociedade.

Em setembro de 2014, segundo o Ministério da Saúde, havia 2.155 centros instalados no país. As residências terapêuticas, destinadas a abrigar os doentes mentais, totalizavam 274 e simplesmente não existiam em algumas regiões, como o Distrito Federal.

Sofrimento

O grande desafio para os autores da reportagem especial foi ouvir as pessoas com transtorno psiquiátrico. Eles tiveram de vencer os próprios preconceitos e encontrar o tom certo para conversar com os pacientes.

Uma conversa foi especialmente emocionante. A entrevistada era Ana Rosa, que se descrevia como “doida de pedra” e rejeitada pelos vizinhos e filhos. Ela sofria com a saudade e com as ofensas, mas o que mais perturbava a mulher era uma voz que teimava em dar conselhos cruéis. Mais de uma vez a voz mandou que Ana Rosa se suicidasse — e ela tentou.

— Antes de conversar com Ana Rosa, já havíamos entrevistado três outros pacientes. Estávamos cansados. Era o final de tarde de uma sexta-feira. A história dessa mulher é tão triste e me emocionou tanto que tive que me recolher durante todo o fim de semana. Mas, apesar do sofrimento dela, eu percebi a vontade que Ana Rosa tinha de ficar boa e ser novamente aceita pelo mundo — lembra Larissa Bortoni.

Além de entrevistas no Distrito Federal, a equipe se deslocou para conhecer uma das residências terapêuticas que funcionam em Goiânia, capital de Goiás. Para dar voz a todos os personagens, a reportagem “Toda loucura será protegida?” reuniu vídeo, áudio e textos, com uso de recursos inovadores para permitir um mergulho mais profundo no mundo desses cidadãos. Versões do especial foram veiculadas pela Rádio Senado e pelo Jornal do Senado.

A entrega do Prêmio Synapsis será no próximo dia 10 em Brasília.

Clique aqui para conferir o especial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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