Conviver: modelo de trabalho em saúde mental no País

Dia 16/10, o Centro de Convivência Conviver de Embu das Artes, sob comando da Secretaria de Saúde, participou do “II Encontro Estadual de Centros de Convivência e Cooperativa: a delicada arte de produzir encontros” e do lançamento do Caderno Temático 15 “Centros de Convivência e Cooperativa”, promovidos pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP). O evento aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo.

“Nosso centro de convivência foi o primeiro do Brasil a ser criado baseado em lei. Ele vem com uma política de saúde transversal, para todos, trazendo qualidade de vida e buscando integração”, disse a secretária da pasta, Sandra Magali Fihlie, presente no encontro.

Esse segundo encontro foi construído sob a articulação de diversos Centros de Convivência do Estado, que durante meses reuniram-se para pensar um dia produtivo, com apresentação de mostras, trocas, atividades, produções coletivas e discussão política, além de importantes debates sobre a estruturação desses serviços e a necessidade de financiamento pelos governos estadual e federal.

O Conviver de Embu das Artes já havia participado da primeira edição, quando colaborou com textos para a construção desse Caderno Temático 15. Na segunda edição, participou apresentando o projeto Uniarte, de geração trabalho e renda. “Nosso centro de convivência foi um dos escolhidos para apresentar o projeto por ter um trabalho respeitado e reconhecido em todo o País. Houve até um pessoal de Goiânia interessado em conhecer melhor nosso trabalho para levar o modelo para lá. Dentro do modelo que preconizamos, de acolhimento e saúde mental, o Conviver é  pioneiro neste trabalho”, disse Carolina Cruz Pacheco, coordenadora do Conviver.

O centro existe desde 2010 sob a Lei Municipal 2466/2010, que garante seu funcionamento em local público. É um espaço democrático, direcionado à todos: moradores em situação de rua, usuários de droga, munícipes e moradores de outras localidades, todos são acolhidos. Há aqueles que chegam ao centro de convivência através de encaminhamento de toda a rede, mas a grande maioria chega por vontade própria: “Basta chegar e assinar a lista para participar. Só há exceção quando fazemos passeios educativos, como para o Masp, Pq. do Ibirapuera, MAM, etc. Nesses casos, há necessidade de agendamento e, quando menor, autorização dos responsáveis”, garante a coordenadora. Mensalmente, aproximadamente 1.200 pessoas passam pelo Conviver. Estima-se que mais de 60 mil já foram atendidos.

Saúde mental no Brasil

A partir de 2001, com a promulgação da Lei Federal10.216, uma série de transformações na assistência em Saúde Mental estão em curso no País. Houve ampliação significativa dos números de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), de Residências Terapêuticas, além das formas de cuidar terem se transformado. O cuidado em liberdade, a inclusão social, a autonomia vão permeando as ações e os serviços da rede de atenção em Saúde Mental. Os Centros de Convivência são dispositivos fundamentais, estratégicos e integrantes dessa rede. No Estado de São Paulo temos hoje 35 Centros concentrados em cinco municípios, dentre eles, o Centro de Convivência Conviver de Embu das Artes.

Dia 19/11, às 17h30, haverá o Cine Parque Conviver, uma sessão de cinema ao ar livre para todos. O filme exibido será “Divertidamente”, (2015), da Disney. A entrada é gratuita.

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