Transtorno obsessivo compulsivo pode ser amenizado com técnicas de hipnose clínica

Transtorno obsessivo compulsivo pode ser amenizado com técnicas de hipnose clínica

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido como TOC, atinge cerca de quatro milhões de brasileiros. A doença faz com que a pessoa perca a qualidade de vida por ter a mente constantemente invadida por ideias, pensamentos e imagens ruins. Para “curar” essas crises ela precisa reagir com rituais estabelecidos sob a condição de que algo terrível não ocorra.

Em geral, os rituais de cura que chegam à mente são relacionados à limpeza, checagem, organização e contagem. O hipnoterapeuta Alessandro Baitello, presidente e fundador da Rede Clínica da Hipnose, explica quais são esses rituais. “Normalmente, os clientes que chegam aqui têm a mania de lavar as mãos sem parar, checar a todo o momento se o gás da cozinha está fechado por temes um acidente fatal, não pisar em azulejos que saiam do padrão por medo de que algo ruim aconteça, entre outros exemplos”.

A hipnose clínica pode ser uma importante aliada para esse transtorno já que sua origem está no psicológico. “A hipnose pode ajudar bastante como terapia complementar para esse tratamento. Como a origem está no psicológico da pessoa, com a técnica podemos chegar no momento exato que esse trauma foi instalado e ressignificar a história”, defende Baitello que é também doutor e mestre em hipnose pela Academia Internacional de Hipnose Clínica e Experimental (AIHCE), na Espanha.

Mas o doutor em hipnose alerta que é indispensável sempre procurar ajuda médica. “É importante a pessoa procurar seu médico e psicólogo de confiança para se ter o diagnóstico da doença. A hipnose é uma alternativa para amenizar os sintomas do cliente. Nós vamos entrando no inconsciente dela, e, chegando ao momento que esses pensamentos ruins começaram nós explicamos para o inconsciente que nada daquilo irá acontecer, que não é preciso desvirar o chinelo, arrumar o armário a todo o momento, lavar a mão constantemente para não ser infectado e até contar quantas coisas estão na geladeira”, finaliza.

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