Saúde mental: saiba onde encontrar atendimento psicológico e psiquiátrico a baixo custo ou de graça

Saúde mental: saiba onde encontrar atendimento psicológico e psiquiátrico a baixo custo ou de graça

Campanha enfatiza a importância de promover o bem estar psíquico da população diante dos efeitos colaterais da pandemia

14/01/2022 – 22h00minCOMPARTILHE:

Jhully Costa

JHULLY COSTA

Especialistas alertam: após quase dois anos de pandemia de covid-19, o cuidado com o bem estar psíquico da população se torna ainda mais necessário. Diante disso, com o tema “O mundo pede saúde mental!”, a campanha Janeiro Branco deste ano chama a atenção para o problema universal e dedica-se a conscientizar a sociedade sobre o assunto.

De acordo com a psicóloga clínica Samantha Sittart, que é especialista em psicoterapia psicanalítica e membro do Grupo de Pesquisa Envelhecimento e Saúde Mental (GPESM-CNPq) da PUCRS, o movimento criado em 2014 tem como objetivo promover a psicoeducação da sociedade, ou seja, levar informações para que as pessoas consigam detectar sintomas em si ou em entes próximos para, então, procurar ajuda. 

Os principais sinais de alerta são: condições prévias de depressão e ansiedade; sentimento de desesperança; medo constante (de morrer, de ficar doente, de sair de casa, de faltar testes, vacinas ou leitos hospitalares); tristeza constante; sintomas de ansiedade (falta de ar, suor nas mãos e aumento da frequência cardíaca); sentimentos frequentes de angústia, frustração, raiva e irritação; dificuldade para se relacionar com amigos, familiares e colegas; alterações no sono; falta de ânimo; dificuldade para lidar com o luto e com as emoções; pensamentos catastróficos e pessimistas; mudanças abruptas de comportamento; introspeção; impulsividade; e choro excessivo. 

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Para auxiliar a população, há projetos que oferecem atendimento psicológico e psiquiátrico com valores mais baixos do que os geralmente cobrados em consultórios particulares ou até mesmo de graça. Confira, abaixo, opções para procurar ajuda em Porto Alegre e outras cidades gaúchas:

Rede pública   

Pessoas que não estiverem se sentido bem e apresentarem sintomas iniciais de doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, podem procurar ajuda por meio dos serviços de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre. De acordo com a pasta, as unidades de saúde prestam atendimento para casos de menor gravidade, mas equipes especializadas também atuam na rede. Confira: 

Equipe de Saúde Mental Adulto (ESMA): presta atendimento ambulatorial especializado em saúde mental para adultos. O acesso ocorre por meio do encaminhamento pelas unidades de saúde, internações hospitalares, emergências em saúde mental e outros serviços especializados. Atualmente, são nove equipes: 

  • ESMA NEB: Rua Rodrigues da Costa, 11, bairro Sarandi – (51) 3289-8230 
  • ESMA NHNI IAPI: Rua 3 de Abril, 90 (Posto IAPI – área 13), bairro Passo d’Areia – (51) 3289-3407 
  • ESMA NHNI Navegantes: Avenida Presidente Franklin Roosevelt, 5, bairro Navegantes – (51) 3289-5510 
  • ESMA Centro: Rua Capitão Montanha, s/n, 2º andar, bairro Centro – (51) 3289-2962 
  • ESMA GCC: Avenida Oscar Pereira, 3.391, bairro Cascata – (51) 3289-8258 
  • ESMA SCS: Rua João Pitta Pinheiro Filho, 176, bairro Camaquã – (51) 3289-5609 
  • ESMA RES: Rua Abolição, 850, bairro Restinga – (51) 3261-7793 
  • ESMA LENO: Rua Marieta Menna Barreto, 210 , bairro Alto Petrópolis – (51) 3289-8262 
  • ESMA PLP: Rua Tobias Barreto, 145, bairro Partenon – (51) 3289-5776 

Equipe de Saúde Mental Criança e Adolescente (EESCA): presta atendimento ambulatorial especializado em saúde mental para crianças e adolescentes. O acesso ocorre por meio do encaminhamento pelas unidades de saúde, internações hospitalares, emergências em saúde mental e outros serviços especializados. Atualmente, são nove equipes: 

  • EESCA NEB: Avenida Assis Brasil, 6.615, sala 306, bairro Passo d’Areia – (51) 3364-3053 
  • EESCA NHNI IAPI: Rua 3 de Abril, 90 (Posto IAPI – área 20), bairro Passo d’Areia – (51) 3289-3436 
  • EESCA NHNI Navegantes: Avenida Presidente Franklin Roosevelt, 5, bairro Navegantes – (51) 3289-5510 
  • EESCA Centro: Rua Capitão Montanha, s/n, 2º andar, bairro Centro – (51) 3289-2965 
  • EESCA GCC: Avenida Moab Caldas, 400 (Posto da Cruzeiro – área 16), bairro Santa Tereza – (51) 3289-4065 
  • EESCA SCS: Rua João Pitta Pinheiro Filho, 176, bairro Camaquã – (51) 3241-2343 
  • EESCA RES: Rua Abolição, 850, bairro Restinga – (51) 3261-7486 
  • EESCA LENO: Rua Nazareth, 570, fundos, bairro Bom Jesus – (51) 3334-9772  
  • EESCA PLP: Avenida Bento Gonçalves, 3.722, bairro Partenon – (51) 3289-5523 

Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): prestam atendimento multiprofissional especializado em saúde mental para tratamento e reinserção social de adultos que apresentam transtornos mentais graves e persistentes. O acesso ocorre através de encaminhamento pelas unidades de saúde, internações hospitalares, emergências em saúde mental e outros serviços especializados. Atualmente, são quatro:  

  • CAPS II Bem Viver: Rua Marco Polo, 278, bairro Cristo Redentor – (51) 3337-0726 
  • CAPS II Cais Mental: Avenida José Bonifácio, 71, bairro Bom Fim – (51) 3289-5519 
  •  CAPS II GCC: Rua Dr. Campos Velho, 1.718, bairro Cristal – (51) 3289-5728 
  • CAPS II Hospital de Clínicas: Rua São Manoel, 285, bairro Rio Branco – (51) 3359-8710 

Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi): serviço de atenção psicossocial para atendimento de crianças e adolescentes que apresentam transtornos mentais graves e persistentes, bem como uso abusivo de álcool e outras drogas. O acesso ocorre por meio encaminhamento pelas unidades de saúde, internações hospitalares, emergências em saúde mental e outros serviços especializados. São três: 

  • CAPSi Casa Harmonia: Avenida Loureiro da Silva, 1.995, bairro Cidade Baixa – (51) 3289-2690 
  • CAPSi Pandorga: Rua Dom Diogo de Souza, 429, bairro Cristo Redentor – (51) 3340-1238  
  • CAPSi Supimpa: Rua São Manoel, 285, bairro Rio Branco – (51) 3359-8712 

Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD): serviço especializado em saúde mental que atende pessoas com problemas decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. Presta atendimento a adultos e a adolescentes acima de 15 anos. Porto Alegre conta com oito CAPS AD e, para obter o atendimento, basta procurar diretamente o serviço. Os CAPS AD III e IV têm funcionamento 24 horas. 

  • CAPS AD II GCC: Rua Raul Moreira, 253, bairro Cristal – (51) 3289-5734 
  • CAPS AD III Passo a Passo: Avenida Carneiro da Fontoura, 57, bairro Jardim São Pedro – (51) 3345-1759 
  • CAPS AD III NHNI: Avenida Pernambuco, 1.700, bairro Navegantes – (51) 3230-6362 
  • CAPS AD III SCS: Avenida Cavalhada, 1.930, bairro Cavalhada – (51) 3230-6364 
  • CAPS AD III PLP: Rua Dona Firmina, 144, bairro São José – (51) 3230-6360 
  • CAPS AD III Caminhos do Sol: Avenida Protásio Alves, 7.585, bairro Alto Petrópolis – (51) 3407-5225 
  •  CAPS AD III Girassol: Estrada João Antônio da Silveira, 440, bairro Restinga – (51) 3248-7704  
  • CAPS AD IV Céu Aberto: Rua Comendador Azevedo, 97, bairro Floresta – (51) 3230-6366 

Instituições com consultas a baixo custo  

Contemporâneo: Instituto de Psicanálise e Transdisciplinaridade  

  • Rua Casemiro de Abreu, 651 – Boa Vista, Porto Alegre  
  • Atendimento psicológico e psiquiátrico para crianças, adolescentes, adultos, casais, idosos e famílias. 
  • Psiquiatria: somente atendimento presencial para adultos  
  • Psicoterapia individual: atendimento presencial e online, sendo a primeira consulta por R$ 50 e os valores seguintes definidos conforme a renda familiar do paciente, a partir de R$ 80
  • Agendamentos e dúvidas: WhatsApp (51) 98275-0189  

Centro de Estudos da Família e do Indivíduo (Cefi) 

  • Rua Carlos Trein Filho, 34 – Auxiliadora, Porto Alegre  
  • Atendimento psicológico e psiquiátrico individual, familiar e de casal  
  • Consultas particulares e convênios, com atendimentos sociais para psicoterapia conforme a disponibilidade dos profissionais da clínica   
  • Agendamentos para triagem: WhatsApp (51) 99420-7006  

Instituto Wilfred Bion   

  • Rua Pedro Pieretti, 80 – Jardim Botânico, Porto Alegre  
  • Atendimento psicológico presencial e online  
  • A primeira consulta é R$ 55, sendo os próximos valores negociados diretamente com o terapeuta  
  • Agendamentos: (51) 3319-7665 e (51) 99172-7977   

Fundação Universitária Mário Martins   

  • Rua Dona Laura, 185 – Rio Branco, Porto Alegre  
  • Atendimento psicológico e psiquiátrico nas modalidades presencial e online  
  • O valor da consulta é R$ 80 
  • Agendamentos: (51) 3333-3266, (51) 98599-8253 e (51) 99984-8377 

Instituto Cyro Martins   

  • Rua General Souza Doca, 70 – Petrópolis, Porto Alegre 
  • Atendimentos psiquiátricos e psicológicos nas modalidades presencial e online  
  • Psicologia: a partir de R$ 25 com estagiários da área (há fila de espera) e R$ 90 com terapeutas formados, uma vez por semana  
  • Psiquiatria: R$ 130 
  • Agendamentos: (51) 3338-6041 e (51) 99805-5808   

Sigmund Freud Associação Psicanalítica  

  • Rua Marquês do Herval, 375 – Moinhos de Vento, Porto Alegre   
  • Atendimento psicanalítico para crianças, adolescentes e adultos. 
  • O valor das consultas é combinado diretamente com os terapeutas   
  • Agendamentos: (51) 3062.7400, das 8h às 21h 

Instituto Fernando Pessoa 

  • Rua Mariante, 356 – Rio Branco, Porto Alegre  
  • Atendimento psicológico e psiquiátrico nas modalidades presencial e online  
  • Sessão semanal de psicoterapia, com duração de 50 minutos, entre R$ 90 e R$ 110. A terapia de casal e família custa R$ 150. 
  • Sessões suplementares semanais sem custo adicional, quando a situação clínica indicar. 
  • Agendamentos: (51) 3346-6588, das 8h às 19h, de segunda a sexta-feira, e à noite e finais de semana pelo número (51) 99969-6459   
  • E-mail: ifpessoa@terra.com.br 

Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre   

  • Rua Tobias da Silva, 287 – Moinhos de Vento, Porto Alegre   
  • Rua Sinimbu, 973 – Nossa Senhora de Lourdes, Caxias do Sul   
  • Atendimento psicanalítico com valores acessíveis nas modalidades presencial e online 
  • A primeira consulta é R$ 55. O valor das próximas sessões é combinado entre profissional e paciente   
  • Agendamentos para Porto Alegre: pelo site cepdepa.com.br e pelos telefones (51) 98524-0638 e (51) 3222-3900 
  • Agendamentos para Caxias do Sul: pelo site cepdepa.com.br e pelos telefones (54) 98416-6397 e (54) 3223-3209.   

Centro de Estudos José de Barros Falcão (CEJBF) 

  • Rua Uruguai, 335, conj. 25 – Centro Histórico, Porto Alegre 
  • Atendimento psiquiátrico e psicoterápico nas modalidades presencial e online 
  • O valor da consulta particular é R$ 75 
  • Agendamentos: (51) 3228-2001 ou (51) 98594-9810 

Universidades 

Universidade La Salle 

A Universidade La Salle oferece consultas com psicólogos por meio de atendimentos particulares ou convênios e um serviço realizado pelos acadêmicos formandos da instituição, que estagiam na unidade do Serviço Escola de Psicologia (SEP), e são supervisionados por profissionais habilitados. Os atendimentos com os acadêmicos possuem valores sociais que são definidos em uma triagem socioeconômica. Tanto a triagem como o acompanhamento (com profissionais ou acadêmicos) podem ocorrer de forma presencial ou online. 

Na triagem socioeconômica, o paciente passa por um atendimento que tem por objetivo acolher as demandas, entender o motivo da procura e avaliar sua atual situação financeira e social. A avaliação é feita pelos profissionais ou acadêmicos junto ao paciente, definindo qual investimento é possível e viável para que ele possa ter acesso aos atendimentos psicológicos. 

Em casos de extrema vulnerabilidade social, o atendimento pode ser gratuito por até 90 dias (conforme a avaliação da triagem socioeconômica e as vagas disponíveis). Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (51) 3476-8333 ou pelo WhatsApp (51) 98061-5555. Pelas redes sociais da instituição (@lasallesaude), também é possível receber acolhimento e agendar consultas.   

Feevale   

A Universidade Feevale oferece atendimento psicológico aos moradores de Novo Hamburgo e da região do Vale do Sinos por meio do Centro Integrado de Psicologia (CIP) da instituição. Os atendimentos são realizados por alunos concluintes do curso de Psicologia e supervisionados por professores e profissionais da área.     

O público-alvo dos atendimentos são crianças a partir dos nove anos, adolescentes, adultos e idosos. Existe a possibilidade de gratuidade nas consultas, mediante avaliação de ficha socioeconômica. No entanto, caso o paciente não se encaixe nos critérios avaliados, é possível obter atendimento por um valor acessível, que será informado diretamente ao solicitante.    

Os interessados em participar devem entrar em contato pelo e-mail cip@feevale.br e aguardar o retorno da equipe com as devidas orientações.    

Unisinos   

A partir do Programa de Atenção Ampliada à Saúde (PAAS), que é o Serviço-Escola interdisciplinar da Unisinos, a instituição oferece atendimentos na área da psicologia para a comunidade de São Leopoldo. As atividades presenciais estão sendo retomadas aos poucos, mas o atendimento virtual ainda é uma opção. Os atendimentos são feitos pelos estagiários de forma gratuita para pacientes com renda familiar de até três salários mínimos.     

No atendimento presencial, pode ocorrer a cobrança de taxas simbólicas, de no máximo R$ 8 por consulta. Pacientes que não se encaixem no requisito da renda familiar, também conseguem obter atendimento por valor acessível com profissionais credenciados, formados pela Unisinos. Interessados podem entrar em contato com a instituição pelo WhatsApp (51) 3590-8418. 

Ulbra   

A Clínica-escola de Psicologia (Clinesp) e o Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência (Naviv) da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) retomam no início de março, de forma presencial e online, os atendimentos para a comunidade. Os serviços de psicoterapia com abordagem em psicanálise, terapia cognitivo comportamental, avaliação psicológica e psicodiagnóstico, e os atendimentos a vítimas de violência são prestados de segunda a sexta-feira.  

Os atendimentos serão mediante pagamento de um valor social e as consultas presencias ocorrem em Canoas (Avenida Farroupilha, 8.001, prédio 22 – 2º andar). A instituição ressalta que todos os protocolos sanitários, como uso de máscara e álcool gel, medição de temperatura e distanciamento social, serão seguidos para garantir a segurança dos pacientes. Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (51) 3477-9269.  

Fadergs 

O Centro Integrado de Saúde (CIS) da Fadergs disponibiliza atendimento psicológico gratuito para a comunidade externa, realizado por acadêmicos de Psicologia no final da graduação, sob a supervisão de um profissional. As consultas são individuais e destinadas às pessoas maiores de 18 anos, seguindo a abordagem Cognitivo-Comportamental (TCC). Os atendimentos são semanais e têm duração de 50 minutos.

A psicoterapia ocorre de forma presencial, de segunda a sexta-feira, no subsolo do campus Galeria Luza, no Centro Histórico de Porto Alegre, e também na modalidade de plantão online aos sábados, com um total de quatro encontros. A instituição destaca que todos os protocolos relacionados à pandemia de covid-19 serão seguidos. Caso seja da preferência do paciente, a psicoterapia também pode ocorrer de forma remota. 

Por ser uma prática de estágio supervisionado, o período do acompanhamento psicológico ocorre de acordo com o calendário acadêmico da instituição. Neste ano, o início está previsto para 20 de fevereiro. Agendamentos e mais informações: servicopsico@fadergs.edu.br ou (51) 3230-3378. 

UniRitter 

Por meio do seu Centro Integrado de Saúde (CIS) da Psicologia, destinado ao exercício das práticas profissionais dos estudantes que estão cursando as disciplinas de estágio curricular, a UniRitter disponibiliza atendimento psicológico gratuito para a comunidade. São ofertados serviços de acolhimento, psicoterapia e avaliação psicológica clínica, realizados por alunos acompanhados de psicólogos e professores supervisores.  

Os atendimentos são destinados a crianças, adolescentes, adultos e famílias, e ocorrem nas segundas e quartas-feiras, das 8h ao meio-dia e das 14h às 18h, e nas sextas das 8h ao meio-dia. Neste ano, as consultas terão início em março e, caso seja da preferência do paciente, também podem ocorrer de forma remota. 

Os serviços presenciais são ofertados nos campus Canoas (Rua Santos Dumont, 888, bairro Niterói, no térreo, prédio C) e Porto Alegre (Rua Orfanotrófio, 555, bairro Alto Teresópolis, sub solo 2, prédio D). Mais informações: pelo e-mail cis.canoas@uniritter.com.br e pelo telefone/WhatsApp (51) 3464-2002, ou pelo e-mail cis.zonasul@uniritter.com.br e pelo telefone/WhatsApp (51) 3230-3376. 

PUCRS 

O Serviço de Atendimento e Pesquisa em Psicologia (SAPP) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) abrirá, em março, inscrições para atendimentos clínicos, oferecendo abordagens psicanalítica, cognitivo-comportamental e sistêmica para crianças, adolescentes, adultos, idosos, casais e famílias, residentes de Porto Alegre.  

Os atendimentos são voltados à população de baixa renda e os interessados poderão se inscrever pelo telefone (51) 3320-3561, a partir de março. De acordo com a instituição, aqueles aos quais for possível garantir uma vaga receberão um link para o preenchimento de dados complementares.

As consultas ocorrem de forma presencial no endereço Avenida Ipiranga 6.681, prédio 11, sala 209, mas podem ser alteradas para o formato online de acordo com o cenário da pandemia. Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (51) 3320-3561 ou pelo e-mail sapp@pucrs.br.

E como fica a saúde mental no meio de uma pandemia?Confira as orientações da neuropsicanalista Luciana Gomes Tino

confira as orientações da neuropsicanalista Luciana Gomes Tino

Por ASSESSORIA DE IMPRENSA17/01/2022A A

Lá se vão pouco mais de dois anos desde que o “novo normal” se instaurou no Brasil e no mundo. Um novo vírus, denominado pela ciência como Coronavírus, rapidamente se espalhou por todo o globo e impôs à humanidade os maiores desafios da história.

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Sem muito conhecimento, autoridades sanitárias e políticas de todo o planeta começaram a se mobilizar para frear a sua disseminação e desenvolveram soluções econômicas para aliviar os impactos financeiros causados na vida das pessoas e empresas e graças à ciência e à descoberta da vacina, chegamos na reta final de 2021, com a pandemia “aparentemente controlada” e assim retomando vários encontros e atividades presenciais que ficaram ameaçadas durante esse período. No entanto bastou iniciar 2022 para tudo sair dos trilhos novamente, novas cepas surgindo, cuidados sendo ignorados, inúmeras pessoas se contaminando, pandemia avançando, e aquela esperança de tudo poder voltar ao normal desaparecendo.

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E como fica a saúde mental e emocional das pessoas em meio a pandemia?

Para a neuropsicanalista Luciana Gomes Tino, o isolamento social provocou a sensação de confinamento pela pouca autonomia de mobilidade, contribuindo com conflitos familiares, dificuldade nas relações sociais e, principalmente, na relação da pessoa consigo mesma.

“A impressão de estar vulnerável, faz com que muitos tenham um sentimento de fraqueza diante das situações. As incertezas, os medos, que existem e é comum em todo ser humano, quando em meio a esta realidade se torna exacerbado, gerando uma exposição emocional maior e contribuindo para o surgimento de doenças emocionais em qualquer pessoa, até mesmo naqueles que se julgam estar conseguindo lidar com o momento”, esclarece a especialista.

Quais a principais doenças da mente decorrentes do isolamento?

Para conhecer um pouco mais sobre as doenças da mente e ajudar a identificar se você ou algum conhecido está sofrendo de alguma síndrome mental, pedimos a ajuda da neuropsicanalista que elencou as principais enfermidades nessa área. Se liga só!

– Estresse: um conjunto de reações não específicas desencadeadas quando uma pessoa é exposta a um estímulo ameaçador. Ao chegar à fase de exaustão, pode alterar o mecanismo de adaptação promovendo esgotamento físico, mental, psicológico e o aparecimento de doenças mais graves.

– Síndrome de Burnout: uma doença relacionada ao elevado e crônico estresse em relação ao trabalho. Está constituída de um conjunto de sintomas que afetam as condições físicas, mentais, emocionais e familiares, pode causar enfermidades graves.

– Ansiedade: refere-se à excitação no sistema orgânico, constituída por uma série de efeitos musculares como taquicardia e tremores, ligada a alguma situação ou experiência. Caracteriza-se por uma sensação de medo ou nervosismo, acarreta dificuldade de concentração, fadiga e insônia. Em estado mais grave, desenvolve-se síndrome do pânico.

– Depressão: caracterizada pela perda da autoestima, da motivação e da energia vital. Pode trazer à pessoa, a sensação de baixa possibilidade para alcançar objetivos pessoais e/ou profissionais, em razão de se sentir desorientada, triste e com vazio interior.

O que fazer? 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 18 milhões de brasileiros sofrem de doenças da mente, antes mesmo da pandemia existir, e agora este número aumenta a cada dia, gerando um estado de alerta e exigindo um cuidado especializado para saúde emocional.

Para Luciana, identificar que algo não vai bem é o primeiro passo. “Rever rotinas, prioridades, delegar responsabilidades e aprender a dizer “não” são as próximas ações. Procurar ajuda é fundamental, pois a saúde mental é a capacidade de a pessoa buscar ajuda quando se encontra diante de alguma dificuldade para lidar com as diferentes transformações que estão acontecendo em sua vida”.

A neuropsicanalista ainda reforça que conflitos, dilemas e perturbações são típicos do ser humano.  “O cuidado com a saúde mental precisa fazer parte do cotidiano e da vida de qualquer pessoa”. Por isso, ao sentir “fadiga pandêmica” (novo termo utilizando pelos cientistas), não deixe de procurar ajuda especializada para receber o tratamento adequado.

O corpo é uma extensão da mente, e o significado que damos às experiências vividas refletem na saúde física. Para que tudo esteja em perfeito funcionamento, é preciso que PSIQUE/CÉREBRO/CORPO permaneçam em harmonia e equilibrados.

“Nosso corpo não adoece sem uma razão: ele se adapta a nossas experiências de acordo com o significado que damos a elas. Mas podemos mudar esse significado. Tratar a causa é o que fará os sintomas desaparecerem”.

O primeiro passo é agendar uma consulta de avaliação. Clique aqui.

Luciana Gomes Tino

Neuropsicanalista–Hipnoterapeuta–Treinadora comportamental

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Janeiro Branco: sintomas, causas e tratamento para doenças mentais

A psicóloga do Hapvida, Drª Adriana Melo, explica que “a depressão é um transtorno comum, mas sério, que interfere na vida diária, capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida”. É causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos. A prevalência registrada é maior entre as mulheres do que nos homens.

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FOTO: REPRODUÇÃO
Cidade Jardim Alto do Sumaré

A saúde mental ganhou ainda mais importância desde o início da pandemia em 2019. O primeiro mês do ano – Janeiro Branco – é dedicado à conscientização das doenças relacionadas à mente.

A psicóloga do Hapvida, Drª Adriana Melo, explica que “a depressão é um transtorno comum, mas sério, que interfere na vida diária, capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida”.

É causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos. A prevalência registrada é maior entre as mulheres do que nos homens.

Para que se tenha uma mente saudável, alguns cuidados são necessários como por exemplo, reservar um tempo para curtir a vida e a convivência com os outros; praticar atividades físicas; manter uma alimentação saudável; reforçar os laços de amizade; ter boas noites de sono, entre outras ações.

Segunda a médica é sempre bom ter um acompanhamento clínico. “Não tenha vergonha de buscar ajuda de profissionais”. Os sintomas mais comuns são:

• humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;

• desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;

• diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;

• desinteresse, falta de motivação e apatia;

• falta de vontade e indecisão;

• sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;

• interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva para si, para os outros e seu mundo;

• dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;

• diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;

• perda ou aumento do apetite e do peso;

• insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);

• dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão. A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse. Procure um especialista, como psicólogo ou psiquiatra.

aneiro Branco | 5 apps para cuidar da saúde mental recomendados pelo Google

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 18 de Janeiro de 2022 às 08h36

O Google fez uma lista com cinco aplicativos indicados pela companhia para cuidar da saúde mental e emocional dos usuários do Android. A iniciativa é parte da campanha Janeiro Branco, criada em 2014 e cujo objetivo é chamar a atenção para os cuidados com o cérebro.

A listagem abrange apps para telefones celulares e tablets com foco em sessões de relaxamento, melhora na concentração ou até para fornecer apoio em casos de crises de ansiedade. São alternativas que não substituem o tratamento médico, mas podem ser uma ferramenta extra na luta contra as enfermidades da mente.

Confira cinco aplicativos em português da loja Google Play Store para você começar o ano com mais saúde e equilíbrio emocional:Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

5. Lojong: Meditação Mindfulness

O Lojong tem uma pegada voltada para o lado do treinamento cerebral. São centenas de práticas que prometem trazer benefícios como alívio do estresse, controle da ansiedade, ampliação do foco e aumento da produtividade.

A técnica do Mindfulness tem como meta ajudar as pessoas a ter mais autoconsciência sobre suas emoções, o que pode trazer todos os benefícios citados acima. Ha indicações até para combate à insônia e melhoria na concentração. Um dos destaques é o programa “Dormir Bem” com a sua imensa variedade de medições para melhorar a qualidade do sono.

4. Rootd – Alívio do ataque de pânico e ansiedade

O Rootd pode até ter um nome complicado para muita gente, mas seu propósito é direto: reduzir crises de ansiedade e ataque de pânico. A interface simples tem um botão vermelho na parte inferior da tela para guiar o usuário a dois caminhos distintos, conforme a situação momentânea.

A promessa é de conseguir entregar conforto mental o mais rápido possível no enfrentamento a ataques. O programa tem integração com a agenda do aparelho e permite ligar imediatamente para um contato cadastrado, como o seu médico, um membro da família ou o centro de ajuda mais próximo.

3. Conversa Comigo

O Conversa Comigo tem uma das propostas mais diferentes da lista, pois é voltado para a psicoeducação. Mesmo assim, o aplicativo tem conteúdos interativos para melhorar o bem-estar emocional. Há também a possibilidade de conversar com especialistas em assuntos como ansiedade, depressão, autoestima, casamento, namoro, trabalho e relacionamento.

Esses especialistas, na verdade, são perfis programados por uma equipe de psicólogos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) para interagir com respostas pré-elaboradas para dúvidas mais comuns. Se a pessoa precisar de uma ajuda mais aprofundada, o programa pode direcioná-la para os profissionais credenciados pela rede Conversa Comigo.

2. Cíngulo: Terapia Guiada

O Cíngulo tem sua abordagem voltada para a terapia guiada, uma técnica desenvolvida a partir de mais de uma década de pesquisa científica e conhecimento clínico sobre a mente humana. O objetivo é conduzir sessões sem intervenção humana, o que pode deixar o ambiente menos intimidador para muita gente.

O app conta com vários exercícios práticos de autoavaliação, sessões diárias de autoconhecimento, uma área de diário emocional (para relatar seus sentimentos cotidianos) e outras funcionalidades. De modo individual ou como ferramenta complementar à psicoterapia, o Cíngulo pode ser um baita aliado para os profissionais da mente e seus pacientes.

1. Headspace: Meditação e Sono

Um dos mais conhecidos da lista, o Headspace tem até série na Netflix em que ajuda as pessoas a melhorar o sono e meditar. O objetivo do app é ajudar no controle do estresse com exercícios de meditação guiada e atenção plena, com atividades para melhorar a respiração e obter noites mais tranquilas.

A função ‘Adormecer’ oferece meditações, músicas relaxantes e os chamados “Sleepcasts” para estimular o descanso. Outras funcionalidades atendem às necessidades de quem tem insônia, já que o brilho da tela é reduzido e há mais ênfase na localização dos botões.

Síndrome de Burnout: doença ocupacional é reconhecida pela OMS no CID-11

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18 de janeiro de 2022 3

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As doenças mentais estão se tornando cada vez mais objeto de estudo entre especialistas. Dentre elas, a depressão é a mais conhecida, mas recentemente mais uma foi adicionada a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) pela Organização Mundial de Saúde (OMS): a Síndrome de Burnout.Apple promove apps de saúde e fitness encorajando usuários a se exercitarem com produtos da marca 2

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Economia e mercado 06 Jan

A Síndrome de Burnout é caracterizada pela OMS como:

Um estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi gerenciado com sucesso.

Dentre os principais sintomas dela estão: cansaço, exaustão, negatividade constante sobre o trabalho, distanciamento das atividades profissionais, redução de eficácia e produtividade. Estes sintomas se diferente da depressão ou ansiedade por estarem ligados diretamente ao trabalho, mas pode levar a quadros mais sérios envolvendo as doenças já citadas.

O diagnóstico da doença deve ser feito por um profissional de saúde como um psicólogo, um psiquiatra ou um médico qualificado. Geralmente, os casos são mais frequentes entre profissionais jovens de áreas como tecnologia, saúde e educação, mas na teoria qualquer pessoa pode desenvolver a doença caso não consiga lidar com o estresse frequente.O que fazer caso o diagnóstico seja positivo? 

Caso o profissional de saúde dê o diagnóstico positivo para Burnout é possível pedir uma licença médica de 15 dias para se recuperar. Durante este período o trabalhador segue recebendo sua remuneração normalmente sem sofrer nenhum prejuízo.

Entretanto, caso o funcionário necessite de mais dias para se recuperar ou realizar algum tratamento é possível entrar com uma ação trabalhista. Para isto, é preciso comprovar o diagnóstico com documentos e uma declaração do médico responsável pelo tratamento.

Neste caso, o trabalhador tem direito aos benefícios pelo afastamento devido a uma doença ocupacional, que são: saque do FGTS, auxílio-doença, indenizações e estabilidade garantida por 12 meses após retornar ao trabalho.O impacto da Síndrome de Burnout nas empresas 

No caso do empregador, como a Síndrome de Burnout agora é reconhecida como ocupacional, cabe a ele zelar para que seus empregados tenham um ambiente de trabalho adequado com o menor estresse possível.

Dentre as opções estão desenvolver estratégias para reduzir a sobrecarga de trabalho sobre os funcionários, incentivar uma política de colaboração entre todos evitando atitudes que aumentem o estresse e, consequentemente o esgotamento emocional, pois ambos podem levar ao desenvolvimento de Burnout e outras doenças mais graves.

É importante lembrar que Burnout é uma doença classificada como ocupacional, dessa forma, se provado, o empregador pode ser responsabilizado e até mesmo obrigado a pagar indenizações caso ele não ofereça condições dignas de trabalho para seus funcionários.

Transtornos mentais na pandemia preocupam pais

Os impactos da pandemia da Covid-19 atingem profundamente o bem-estar emocional das famílias, de maneira geral. As crianças, embora se mostrem menos suscetíveis ao contágio pelo vírus, estiveram, como todos, expostas ao turbilhão de mudanças provocadas pela crise sanitária. O reflexo sobre o comportamento dos menores tem sido percebido em casa e relatado aos profissionais de saúde.

No ano passado, particularmente, a Care Plus registrou um aumento exponencial na busca pelos serviços do Programa Mental Health. Em março de 2021 a demanda cresceu 96% em relação ao mesmo período de 2020. Nesse universo, 46% dos acionamentos relativos à pandemia apontavam solicitações ou orientações a respeito de relações familiares.

“As queixas relativas ao sofrimento infantil foram frequentes, trazidas pelas figuras parentais”, diz Ana Paula Martins, coordenadora de psicologia da Care Plus. “Muitas dúvidas e aflições estiveram associadas à fadiga frente às aulas on-line, situações de aumento ou diminuição significativa do apetite, alterações no padrão do sono, irritabilidade, regressão, ansiedade, crises de choro e agressividade de crianças e adolescentes”, acrescenta.

A vacinação avança e reduz a gravidade dos casos em todas as idades, é fato, mas ainda não acaba com a pressão sobre a saúde mental. Afinal, as medidas para mitigação da transmissão da Covid-19, como o uso de máscara e o isolamento social, estão longe de serem suspensas, enquanto houver riscos de novas cepas do vírus.

A psicóloga Ana Paula Martins salienta que ao observar nos filhos sinais de sofrimento ou mudanças comportamentais importantes, é fundamental iniciar o mais breve possível o suporte psicológico especializado. O diagnóstico deve considerar que parte do sofrimento possivelmente está associada às condições impostas pela pandemia, e não necessariamente a uma doença de base.

De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), pelo menos uma em cada sete crianças no mundo foi afetada por lockdowns. A ruptura das rotinas relacionadas à educação e recreação, a preocupação com a renda familiar e com a saúde são fatores apontados para a sobrecarga emocional de crianças, adolescentes e jovens.  O relatório The State of the World’s Children 2021; On My Mind: Promoting, Protecting and Caring for Children’s Mental Health alerta ainda para o risco do impacto da Covid-19 na saúde mental dessa fatia da população perdurar por muitos anos.

As recomendações em prol do bem-estar emocional infantil e juvenil, feitas pela coordenadora de psicologia da Care Plus, apoiam-se em três pilares:

Limites para o uso de tecnologia

A exposição excessiva às telas prejudica a socialização e altera condições como postura e visão. Durante refeições em família, por exemplo, é importante desligar o celular. Na hora de dormir, também deve ser evitado. “O uso do aparelho interfere na qualidade do sono”, explica a psicóloga. “O sono de má qualidade é um dos gatilhos para instalação de sofrimento emocional.”

Promoção de atividades físicas

Preferencialmente ao ar livre, contribuem para redução do estresse e da ansiedade, além de favorecerem a autoestima, funções cognitivas e de socialização. “É contraditório restringir o acesso às redes sociais, impor limites de horários para uso de celular e não promover para uma rotina saudável de atividades físicas para a família”, acrescenta Ana Paula Martins.

Cuidados extensivos aos pais 

A família, de maneira geral, precisa de momentos de descompressão e autocuidado. “Nesta fase de pandemia, especialmente desestabilizadora para adolescentes, a mediação dos pais é frequentemente exigida para fazer frente às oscilações de humor dos filhos”, diz a psicóloga. “Os adultos também precisam reservar um tempo para exercícios de autopercepção e relaxamento.”

A Care Plus mantém o Programa Mental Health, um serviço que oferece o modelo de atendimento focado no equilíbrio emocional de seus beneficiários. Disponível durante 24 horas por dia, sete dias por semana, oferece tratamento com profissionais de diferentes especialidades, de acordo com a necessidade do beneficiário. De modo totalmente humanizado e acolhedor, focado no equilíbrio emocional para auxiliar em momentos de sensibilização.

Além disso, a operadora premium tem investido em outras iniciativas que visam contribuir para o conhecimento, a desmistificação de doenças mentais e o acolhimento de pacientes, como a promoção e patrocínio de workshops e debates – foi patrocinadora do painel sobre Saúde Mental do Summit do Estadão, realizado em outubro de 2021.

Sobre a Care Plus

Care Plus faz parte da Bupa, que tem presença em mais de 190 países. Há 30 anos, fornece soluções de saúde premium, por meio de uma ampla gama de produtos (medicina, odontologia, saúde ocupacional e medicina preventiva). É a principal operadora de saúde no Brasil em seu nicho de mercado, atendendo a mais de mil empresas e cerca de 195 mil beneficiários.

Por que 2022 é o ano da saúde mental nas empresas, e o que a tecnologia tem a ver com isso?

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O uso de dados está transformando modelos de negócio e inaugurando uma nova cultura de gestão humanizada

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  • MARC TAWIL*

19 JAN 2022 – 06H00 ATUALIZADO EM 19 JAN 2022 – 08H39

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Executivo dorme em sua mesa ; workaholic ; excesso de trabalho ; horas a mais trabalhadas ; exaustão ; carreira ; burnout ; deadline ;  (Foto: Shutterstock)
Saúde mental será tema determinante para as empresas no pós-pandemia (Foto: Shutterstock)

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A cada mês de dezembro, os editores do LinkedIn Brasil divulgam as Big Ideas ou tendências que irão bombar no ano seguinte. “Em 2022, o que podemos esperar do futuro do planeta? Como nos comportaremos no retorno aos escritórios? E o que podemos fazer para remediar os danos à saúde mental causados pela crise?”, questionam os editores Guilherme Odri e Rafael Kato.

A primeira tendência? “O futuro da pandemia se concentrará na saúde mental”.

“Em 2022, o mundo precisará reconhecer o trauma que a pandemia deixou. A vida pode estar se normalizando, mas muitas pessoas ainda estão lutando contra a tristeza, a depressão e a ansiedade. Muitos países enfrentam uma escassez de médicos, e no Brasil não é diferente, pois há um problema de má distribuição geográfica, com demanda por médicos em diversas especialidades. As plataformas digitais podem fazer uma diferença imediata nessa frente. A próxima fronteira também incluirá aplicativos e dispositivos vestíveis para ajudar as pessoas a administrar seu tratamento”, escrevem Odri e Kato.SAIBA MAIS

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Acontece que transtornos mentais são determinados por múltiplas causas, incluindo aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais. E, apesar de não podermos determinar uma única causa para o adoecimento mental, há aspectos que podem constituir “gatilhos” para o estresse e a angústia sem fim.

Locais de trabalho onde existem práticas abusivas, como assédio ou abuso moral, por exemplo, geram um ambiente tóxico, fazendo com que as pessoas adoeçam.

“É muito importante um diagnóstico dos riscos psicossociais, como por exemplo horas extras em excesso, pressão por prazos, falta de equipamentos adequados, falta de flexibilidade, ausência de limites entre vida pessoal e trabalho, entre outros fatores de risco. Há ainda os que emergiram com a pandemia, como o teletrabalho, o uso de álcool e outras drogas, e a hiperconectividade”, me diz Ana Carolina Peuker, CEO e fundadora da BeeTouch.https://cad8e9959619ceb6ab94bd2ef3fa877c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Ana Carolina Peuker, CEO do Bee Touch (Foto: Andréa Gaiz)
Ana Carolina Peuker, CEO da Bee Touch (Foto: Andréa Gaiz)

Apesar de alguns avanços, como a maior abertura para a discussão do tema, Ana Carolina afirma que o assunto ainda é tabu e há muitos estigmas. “As saúdes mental e física ainda são percebidas como coisas separadas. As doenças mentais não são vistas como problemas reais. Passam por invenção ou farsa.”

Para a founder, o universo corporativo ainda se preocupa com o plano de saúde, priorizando a gestão das doenças físicas. “Na prática, a conta da sinistralidade e dos afastamentos por motivo de saúde mental já está chegando há bastante tempo.”

Ela tem razão. Trata-se de uma área historicamente negligenciada e, com isso, todos saem prejudicados: trabalhadores, empresas e sociedade. Só em 2020, início da pandemia, dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho dão conta de que foram quase 300 mil trabalhadores afastados no Brasil.

E, além disso, houve uma alta de quase 30% na concessão de aposentadorias por invalidez e auxílios-doença por problemas como depressão, em relação ao registrado em 2019. Fora as consequências secundárias, como presenteísmo, absenteísmo e turnover.

“Depois da folha de pagamento, os custos de saúde são os maiores em uma empresa”, me lembra Ana Carolina, cuja BeeTouch usa da tecnologia e da ciência de dados para identificar e rastrear riscos psicológicos nos ambientes corporativos.

A partir desta análise, oferece soluções em saúde mental baseadas em dados e medidas confiáveis.

“Gosto de dizer que não somos aventureiros na área de saúde mental, somos cientistas. Desenvolvemos a primeira plataforma digital de avaliação psicológica do país, a Avax Psi. Hoje, temos ferramentas como o ‘Burnômetro’, que mede os níveis de exaustão pelo trabalho. Além disso, desenvolvemos o índice de risco psicossocial, que auxilia as empresas a predizer riscos de saúde mental e a implementar planos de ação com base na raiz dos riscos psicossociais e nas necessidades reais dos colaboradores.”

Tanto as ferramentas como a avaliação psicológica de forma remota, por meio de plataforma, têm como pano de fundo os dados obtidos via protocolos de avaliação e algoritmos de análise. O resultado é a criação de ambientes psicologicamente saudáveis e adequados – uma estratégia importante para prevenir e combater as doenças ocupacionais e reduzir custos.

“Os afastamentos devido aos transtornos mentais se refletem em perdas de produtividade para as empresas, prejuízos na qualidade de vida dos trabalhadores e maior sinistralidade, além de gastos com demandas judiciais e pedidos de demissão – que vêm aumentando muito nos últimos anos”, me lembra Ana Carolina.

Tendências

Pergunto a ela quais as tendências para o mercado em 2022. “Em primeiro lugar, o atendimento à legislação. Já existem normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, que exigem a avaliação dos riscos psicossociais. Mas muitas empresas negligenciam essa obrigatoriedade. Além disso, com a publicação da ISO 45003, aquelas empresas que tenham ou almejem essa certificação devem ser criteriosas e utilizar tecnologias e conhecimento científico de ponta para identificar e mitigar os riscos potenciais”, observa.https://cad8e9959619ceb6ab94bd2ef3fa877c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“O uso de tecnologia ajuda a antecipar riscos de saúde mental, criar rastreabilidade destes fatores de risco. E também a identificar as necessidades dos colaboradores.”

Muito mais do que programas pontuais em meses específicos do ano, como o Janeiro Branco e o Setembro Amarelo, é preciso promover uma cultura de saúde mental, de forma sistêmica e duradoura. Isso passa por ações estratégicas e políticas organizacionais voltadas a esse fim.

A Inteligência Artificial surge como aliada na prestação de serviços psicológicos, pois pode contribuir para o diagnóstico precoce, ajudando nos canais de pronto-atendimento digital, com os chatbots, e ainda na compreensão da massa de dados que é formada a partir disso.

A questão é como tratar esses dados, o que fazer com eles, como usá-los a favor do desenvolvimento, como usá-los em tomadas de decisão mais assertivas. Por isso são tão importantes o rigor científico e o embasamento técnico na área de saúde mental.

Soluções “caseiras” já não são suficientes.

No Mato Grosso do Sul, um case

Atuando há mais de 30 anos na assistência da advocacia do Estado de Mato Grosso do Sul, a CAAMS dispõe do Programa LegalMente, e está presente para prestar o atendimento necessário quando o advogado se encontra em estado de vulnerabilidade.

“Devido à pandemia, desencadearam-se diversos casos de transtornos mentais e afastamentos do trabalho. Para garantir a manutenção da vida, a CAAMS e OAB/MS lançaram a Plataforma‘legalmentecaams.com.br. O atendimento psicológico online traz muitas facilidades, pois o advogado e seus familiares podem marcar a consulta direto na plataforma, com valores abaixo do praticado no mercado, e realizar a sessão de qualquer local”, me conta Euclydes José Bruschi Júnior, secretário-geral da CAAMS.https://cad8e9959619ceb6ab94bd2ef3fa877c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“A conveniência pode aumentar a adesão. Contudo, acreditamos que o diferencial é ter equipes bem treinadas e supervisionadas. Além disso, o trabalho não deve prescindir do uso inteligente de dados”, diz.

O mapeamento, revela, vem sendo o fio-condutor de todas as ações, e os resultados têm sido positivos. “Partimos de um lugar seguro para agir, que hierarquizou essas demandas e nos mostrou um ‘mapa’ para seguirmos. Sem isso, correríamos o risco de estarmos mirando algum alvo que não era prioritário.”


*Marc Tawil é empreendedor, estrategista de comunicação, escritor, educador e palestrante. Nº 1 LinkedIn Brasil Top Voices e LinkedIn Learning Instructor, é três vezes TEDxSpeaker e lança em 2022 pela editora HarperCollins Brasil o livro Seja Sua Própria Marca. Acesse os canais oficiais no Telegram e no YouTube.

Escola Superior da Defensoria promove debate sobre saúde mental em alusão ao Janeiro Branco

Escola Superior da Defensoria promove debate sobre saúde mental em alusão ao Janeiro Branco

Publicado em 18 de janeiro de 2022

A Escola Superior da Defensoria Pública (ESDP) promove na próxima segunda-feira (24/1) o webinário “Janeiro Branco: desmistificar para compreender”. A atividade será aberta ao público e transmitida pelo canal da Defensoria Pública no YouTube a partir das 17 horas. Para acessar, clique aqui.

Coordenadora do serviço Psicossocial da Defensoria, a psicóloga Andreya Arruda Amendola receberá o chefe do serviço de Psiquiatria do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), médico psiquiatra Alexandre Aquino, para discutir questões relacionadas à saúde mental e emocional.

A temática inaugura o calendário de ações da Defensoria para 2022, quando a instituição comemora em abril 25 anos de atuação em prol de populações em situações de vulnerabilidades. Além disso, dialoga com a pauta social do mês, que põe em evidência a necessidade do cuidado com o que se sente tanto quanto com a saúde física.

Janeiro Branco é um movimento similar ao Outubro Rosa e ao Novembro Azul. Foi criado por psicólogos e psicólogas do Brasil e iniciado em 2014 para conscientizar a população sobre não negligenciar sofrimentos psíquicos e desconstruir estereótipos negativos em torno da busca por acompanhamento especializado para tratar essas questões, que podem evoluir para situações extremas como o suicídio.

Estima-se que por ano mais de 800 mil pessoas tirem a própria vida em todo o mundo. É a décima principal causa de morte no planeta. Antes de chegarem a este extremo, porém, essas pessoas atravessam situações de extremo sofrimento psicológico e, muitas vezes, dão sinais de que precisam de suporte especializado. Estudos indicam que 90% dos casos de suicídio podem ser evitados se esse suporte for assegurado.

No Ceará, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), 85% das pessoas que tiram a própria vida são negras (pretas ou pardas). E 90% desses casos são de indivíduos com algum transtorno psicológico. Em vez de julgar, dizer que é “mi mi mi”, chamar de fraqueza ou atribuir a condição daquela pessoa à “falta de Deus”, o ideal é informar-se a respeito e oferecer apoio. Daí a importância de pautar a temática.

SERVIÇO
WEBINÁRIO “JANEIRO BRANCO”
QUANDO: 24 de janeiro, às 17 horas.
ONDE: canal da Defensoria no YouTube; aberto ao público.

Cuidado para não cair nestas três mentiras sobre saúde mental

A pedido da Bússola, Ana Carolina Peuker, CEO da BeeTouch, esclarece mitos e dúvidas importantes que ouviu ao longo da carreira

Especialista desconstrói ideias sobre saúde mental, como “falha de caráter" ou “personalidade fraca”

Especialista desconstrói ideias sobre saúde mental, como “falha de caráter” ou “personalidade fraca” (Divulgação/Divulgação)

A saúde mental tornou-se tema principal em muitos debates, sobretudo com a pandemia de covid-19. E com tantos mitos em torno do assunto, a pedido da Bússola, a CEO e fundadora da BeeTouch, mental healthtech que mensura riscos psicossociais por meio do uso de dados e tecnologia, Ana Carolina Peuker, esclarece as três principais mentiras que circulam sobre a saúde mental.

1- As doenças e transtornos mentais são para sempre

Em primeiro lugar, é importante entender que a saúde mental está relacionada ao estado do organismo que está em equilíbrio com o ambiente, mantendo as condições necessárias para dar continuidade à vida. Trata-se de um estado de bem estar físico, psicológico e social, não podendo ser considerada apenas a ausência de doenças.

O conceito de saúde integral enfatiza que o corpo e a mente são uma unidade indivisível e que, assim, os fatores emocionais e físicos interagem e se correlacionam. Afinal, impossível ter um corpo são, sem ter uma mente em equilíbrio.

Saúde mental e doença mental são coisas diferentes. O último termo refere-se a todos os transtornos mentais diagnosticáveis — condições de saúde que envolvem mudanças significativas no pensamento, emoção e/ou comportamento e problemas que repercutem no funcionamento geral da pessoa, afetando as esferas social, laboral e/ou familiar.

Pessoas com transtornos mentais, como por exemplo transtorno do humor bipolar, trastorno obsesivo compulsivo (TOC), déficit de atenção e hiperatividade, dependência de álcool e outras drogas são muitas vezes, incompreendidas, julgadas, excluídas e até mesmo marginalizadas, devido a ideias errôneas e preconceitos.

Em muitos casos, as pessoas acreditam que estes quadros são sentenças vitalícias e que o doente nunca vai melhorar. Mas, ao contrário, quando bem indicados, os tratamentos realizados para doenças e transtornos mentais são eficazes, e algumas delas têm cura, por isso, esses indivíduos podem manejar sua condição e se recuperar completamente com auxílio profissional e tratamento adequado, em especial, quando há busca de ajuda precoce.

2- “Personalidade fraca” ou “falhas de caráter” causam problemas de saúde mental

Os problemas de saúde mental não têm relação com ser preguiçoso ou ter personalidade fraca, e muitas pessoas precisam de ajuda especializada para melhorar o quadro, seja ele qual for. Muitos fatores contribuem para problemas de saúde mental, incluindo os fatores biológicos, como genes, doenças físicas, lesões ou química do cérebro; experiências de vida, como trauma ou história de abuso; história familiar de problemas de saúde mental.

3- Pessoas com necessidades de saúde mental não podem tolerar o estresse de manter um emprego

Pessoas com problemas psicológicos são tão produtivas quanto outros colaboradores. Os empregadores que contratam pessoas com problemas de saúde mental relatam boa assiduidade e pontualidade, bem como motivação, bom trabalho e estabilidade no emprego igual ou superior a outros funcionários.

Quando funcionários com problemas de saúde mental recebem tratamento eficaz, isso pode resultar em menor sinistralidade, maior engajamento, retenção de talentos e produtividade, índices de presenteísmo, absenteísmo e aposentadorias precoces mais baixas.

Por isso, essas mentiras, aliadas à discriminação e ao preconceito, podem prejudicar a busca de ajuda, piorar os sintomas e aumentar a vulnerabilidade ao suicídio. Mesmo nos casos mais graves, é possível controlar e reduzir os sintomas através do tratamento e a recuperação é mais efetiva quanto mais cedo for a busca por ajuda e o tratamento começar.

Portanto, não julgue, não questione, nem mesmo estigmatize. Dê suporte, atenção, empatia e acima de tudo, compreenda.

Levantamento inédito no RJ mostra que saúde mental de jovens é a mais impactada pela pandemia

Mulheres também sofrem por violência autoprovocada: correspondem a 72,4% dos casos registrados na rede pública em 2020

Por Redação Multiplix
10/09/21 – 14:48Levantamento inédito no RJ mostra que saúde mental de jovens é a mais impactada pela pandemia Jovens e adolescentes passam a pandemia com mais desafios | Foto: Divulgação/Governo do Estado do Rio de Janeiro

Um levantamento inédito realizado no estado do Rio indica que os jovens e adolescentes estão passando a pandemia de forma mais complexa que as outras faixas etárias.

Justamente na época de formação da personalidade e da criação de experiências para a maturidade, eles perderam a liberdade de sair por causa do risco de contágio da Covid-19.

De acordo com especialistas, se para a sociedade, como um todo, aprender a viver mais isolado é difícil, para esses jovens e adolescentes há uma missão é ainda mais desafiadora.

Para embasar políticas públicas de saúde e alertar a sociedade, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) fez um levantamento sobre cada geração para analisar como os fluminenses estão sendo impactados nesta época de pandemia. Confira as faixas etárias mais afetadas:

Vulnerabilidade de jovens e adolescentes / 2019 e 2020

  • 20 a 39 anos: 45%
  • 15 e 19 anos: 22%

Mortalidade e violência autoprovocada

“No levantamento notamos também que, no estado do Rio de Janeiro, a taxa de mortalidade tem aumentado gradativamente. Os homens são os que mais sofrem, com taxa de morte três vezes superior às mulheres. As mulheres, por sua vez, são as que mais sofrem por violência autoprovocada, chegando a 72,4% do total dos casos registrados na rede pública em 2020. E o número desses registros dos casos autoprovocados tem aumentado bastante nos últimos anos”, explica a coordenadora de Vigilância e Promoção da Saúde, da SES, Eralda Ferreira.

Outro fenômeno percebido no levantamento é o crescimento mais forte dos registros de violência em geral para o sexo feminino, tanto suicídios, quanto notificações de violência autoprovocada.

A realidade brasileira precisa de ainda mais atenção porque, enquanto no mundo houve redução de 36% na taxa global de mortalidade por suicídio nos últimos 20 anos, nas Américas, o movimento foi o inverso e registrou crescimento de 17% na taxa de mortalidade por suicídio no mesmo período.

CPM - INSS

No Brasil, esta ampliação também foi verificada nos últimos dez anos:

Mortes por suicídio / cada 100 mil habitantes

  • 2019: 6,42
  • 2009: 4,95
  • Crescimento: 30%

Setembro Amarelo

Com base nessas análises e também no retorno dos atendimentos da superintendente de Atenção Psicossocial e Populações Vulneráveis, neste ano, a Secretaria de Estado de Saúde elegeu os jovens e adolescentes como o principal foco de atenção para a divulgação do Setembro Amarelo, que é a data escolhida para tratar da questão do suicídio e da violência autoprovocada na população.

Um fórum realizado nesta semana sobre a prevenção do suicídio em jovens e adolescentes pode ser visto no canal da Secretaria de Estado de Saúde do RJ, no YouTube.

“É importante estarmos atentos aos sinais e ter sempre o acolhimento como regra fundamental, principalmente agora, que a desesperança decorrente da crise pandêmica é um dos sentimentos mais presentes. Além disso, estamos também focando na construção do sofrimento que está passando a pessoa e a sua relação com o coletivo”, aconselha a superintendente de Atenção Psicossocial e Populações Vulneráveis da SES-RJ, Karen Athié.

Questão de gênero: indicadores de saúde mental são piores para as meninas

  • Resumo
  • 3,8% das estudantes do sexo feminino e 4,2% dos estudantes do sexo masculino declararam não ter amigos próximos.
  • As questões sobre saúde mental mostram que 29,6% das meninas declararam sentir que a vida não vale a pena ser vivida; para os meninos, o indicador é 13%.
  • A autopercepção de saúde mental negativa entre as meninas foi de 27%, mais do que o triplo dos meninos (8%).
  • 66,5% dos estudantes se sentiam satisfeitos ou muito satisfeitos em relação ao próprio corpo, 49,8% consideravam seu peso normal e 42,4% declararam não tomar qualquer atitude de mudança.
  • Por sexo, os estudantes satisfeitos ou muito satisfeitos com o próprio corpo são 75,5% dos meninos, contra apenas 57,8% das meninas.
  • 20,1% das meninas já sofreram violência sexual (meninos, 9%).
  • 26,5% das meninas relataram ter sofrido bullying (eles, 19,5%). Aparência corporal foi declarada como motivo do bullying por 16,5% dos estudantes no Brasil.
Em 2019, 29,6% das estudantes sentiam que a vida não valia a pena ser vivida. Foto: Kat Jayne/Pexels

Elas têm se sentido mais tristes, a maior parte do tempo, do que os meninos. E também mais preocupadas, ou sentindo que ninguém se preocupa com elas, ou ainda que a vida não vale a pena ser vivida. As informações da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada hoje (10) pelo IBGE, retratam um cenário preocupante quanto à saúde mental dos 11,8 milhões de estudantes de 13 a 17 anos entrevistados em 2019. Especialmente, no que se refere às meninas, que representaram 50,7% desse total.

As perguntas sobre saúde mental buscaram captar como os adolescentes se sentiam nos 30 dias anteriores à pesquisa. Com exceção da pergunta sobre ter amigos próximos, em que ambos os sexos tiveram baixo percentual de respostas negativas (elas, 3,8% e eles, 4,2%), todos os indicadores foram piores para o sexo feminino. O sentimento de que a vida não vale a pena ser vivida, por exemplo, atingia 29,6% das adolescentes, mais do que o dobro dos 13% dos meninos. E, a partir da combinação da resposta a cinco perguntas, a PeNSE mostrou que o indicador de autopercepção de saúde mental negativa foi bem maior entre as meninas: 27% delas contra 8% deles, ou seja, o indicador para mulheres foi mais de três vezes pior.

A analista do tema na pesquisa, Thaís Mothé, comenta que a literatura já vem alertando para esse fenômeno. “É um padrão internacional em pesquisas de saúde mental, tanto para a população em geral, quanto para adolescentes, como é o caso da PeNSE”, esclarece. “Entretanto, além da lamentável desigualdade de gênero, chama atenção a própria magnitude para o grupo das mulheres. São valores muito elevados para esses resultados de saúde mental”.

Um retrato dos adolescentes no período pré-pandemia

A PeNSE, realizada ao longo de 2019, é um retrato da saúde de uma população vivendo uma fase crucial de suas vidas: a adolescência. O que os pesquisadores não contavam é que conseguiriam tirar esse retrato justamente no período pré-pandemia. “De uma forma geral, a literatura em saúde mental vai indicar que isolamento, medo, preocupação intensa, estresse, são fatores de risco em saúde mental. Na pandemia temos tudo isso de forma bem intensa”, confirma Thaís. “Para o grupo dos adolescentes, o isolamento social parece ser mais preocupante porque é a fase em que ocorre um processo de afastamento dos familiares, em prol de uma aproximação com os pares, em termos de idade. A vivência do isolamento parece caminhar no sentido oposto”.

A OMS já aponta, como efeitos da pandemia, maior exposição a perigos como violência doméstica e abuso infantil, diminuição das atividades físicas e aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, cigarro, álcool e outras drogas. Nesse sentido, os dados de saúde mental dialogam com uma série de dados captados pela PeNSE: insatisfação com o próprio corpo, bullying, autoagressão e histórico de violências física, sexual ou psicológica, por exemplo, o que ajuda a delinear o cenário de exposição ou proteção dos estudantes a riscos à saúde, com especial atenção aos resultados para as meninas.

“Existem relações muito intrincadas entre imagem corporal, violências e saúde mental. A questão de gênero está muito colocada”, diz Alessandra Pinto, analista da PeNSE. Ela se remete à ditadura do corpo ideal, em que nem os brinquedos ficam de fora. “Existe um padrão corporal e a menina é exposta a isso. Existem estudos na área de psicologia que falam sobre brinquedos. Qual é a imagem que tem da boneca? Magérrima. Há um padrão muito bem definido”, ressalta.

O retrato da satisfação corporal entre os adolescentes da PeNSE parece, em geral, positivo: 66,5% dos estudantes se sentiam satisfeitos ou muito satisfeitos em relação ao próprio corpo, 49,8% consideravam seu peso normal e 42,4% declararam não tomar qualquer atitude de mudança. Porém, quando os dados são separados por sexo, lá vem a desvantagem feminina de novo. Os satisfeitos ou muito satisfeitos são 75,5% dos meninos (contra apenas 57,8% das meninas).

“Este gráfico mostrando fatores como o consumo de guloseimas é muito indicativo das questões de gênero. Ele dá pistas de que realmente existe um comportamento muito específico das meninas”, comenta Alessandra, destacando as atitudes para perder ou evitar ganhar peso, como o uso de laxantes e indução de vômito. “As mulheres usam mais esse expediente, é conhecido nos estudos que tratam desse tema. As meninas anoréxicas, a bulimia, a imagem das modelos, isso tem recorte para o sexo feminino. Entre os meninos, [a atitude de mudança] é mais para ganhar peso e massa muscular”.

Os relatos de bullying e de violência sexual também seguem mais frequentes entre as meninas do que entre os meninos. A PeNSE mostrou que 20,1% das meninas já sofreram violência sexual (meninos, 9%) e que 26,5% das meninas relataram ter sofrido bullying (eles, 19,5%). Aparência  corporal foi declarada como motivo do bullying por 16,5% dos estudantes no Brasil.

“O que a gente pode dizer é que, pela literatura, é prevista uma associação forte entre saúde mental e bullying. Ele pode ser tanto um fator de risco quanto um sintoma de questões de saúde mental, por isso é complicado falar de causalidade. Mas há associação, sem dúvida. Não é por acaso que a gente vê a desigualdade de gênero tão presente nessas três áreas”, comenta Thaís.

Outra questão preocupante, que já chama atenção de pesquisadores dentro e fora do país, é o fenômeno da autolesão ou autoagressão. Para se ter uma ideia, dos 18,2% dos adolescentes que se envolveram em acidente ou agressão, 5,2% relataram autoagressão. Entre estes, em mais de 60% deles havia relação com características de depressão, ansiedade e dificuldades relacionais em casa e na escola. Mais uma vez, a população mais afetada é a do sexo feminino: 85% das adolescentes que declararam autolesão se sentiam tristes sempre ou na maioria das vezes (entre os meninos, 54,2%); 71,3% delas sentiam, sempre ou na maioria das vezes, que a vida não valia a pena ser vivida (eles, 50,5%) e 67% responderam ter sofrido bullying (os meninos, 62%).

“Os resultados da PeNSE dão uma pista. Aqui tem uma foto, com uma série de nuances, e é preciso se debruçar sobre esses dados”, analisa Alessandra. “Não dá para separar da questão sociológica, antropológica, psicológica e da violência. É uma colcha de retalhos”.

Setembro Amarelo: a importância da saúde mental entre os jogadores de futebol

Em entrevista exclusiva à TNT Sports, Nilmar e Aranha, ex-jogadores de futebol, compartilharam suas experiências a respeito do tema

Setembro Amarelo: a importância da saúde mental entre os jogadores de futebol

Em entrevista exclusiva à TNT Sports, Nilmar e Aranha, ex-jogadores de futebol, compartilharam suas experiências a respeito do tema

Setembro é conhecido como o mês dedicado à conscientização para os cuidados da saúde mental(Getty Images)
Setembro é conhecido como o mês dedicado à conscientização para os cuidados da saúde mental | Getty Images

Desde 2015, setembro é simbolicamente “amarelo” como forma de conscientizar a respeito das questões da saúde mental. O 10º dia deste mês é reconhecido como o “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio”, mas o debate se estende durante os 30 dias e, claro, por todo o ano.

Segundo dados do site oficial da campanha “Setembro Amarelo”, organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), são registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Esses transtornos mentais, tão presentes na sociedade, certamente estão presentes também no mundo do futebol, que nada mais é do que um espelho da nossa realidade social. CONTINUE A LER

Aos 37 anos, o ex-jogador Nilmar, natural do Paraná, conversou com a reportagem da TNT Sports sobre como a depressão e a ansiedade impactou sua vida profissional e pessoal. Com passagens por clubes brasileiros como Internacional, Corinthians e Santos, ele também consolidou uma carreira fora do país, em clubes como o Olympique Lyon, da França, o Villarreal, da Espanha, e o Al-Nasr, de Dubai. https://fe53ae0ec308e3d427d8505b334789b7.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Nilmar atuando pela Seleção em 2010. Foto: Getty Images

Ao longo dessa trajetória, somou 14 títulos e cerca de cinco prêmios, misturados com campeonatos nacionais e continentais, além de representar a Seleção na Copa do Mundo de 2010. Nem mesmo todas as conquistas foram suficientes para torná-lo verdadeiramente feliz. Com depressão, Nilmar aposentou as chuteiras em 2017 e foi um dos primeiros jogadores a abrir o jogo sobre o assunto.

Essa doença não tem um motivo, né? É químico, e hoje eu sei por ter procurado um profissional, por ter lido sobre, falei com muitas pessoas que passaram por isso e passam até hoje… Então, hoje eu consigo enxergar isso. Mas, no mundo que eu vivi, ainda mais que eu vim do interior, você falava isso antigamente, as pessoas tiravam sarro. Você tinha vergonha de falar isso. Frescura. Ainda mais eu jogador de futebol, realizado. Eu me questionava muito no início. ‘Pô, joguei na Seleção Brasileira, Europa, tô realizado, tenho uma família, filhos, tô no melhor momento da minha vida.’”

No último ano em que estava em Dubai, em 2016, foi quando mais se sentiu triste. O motivo? Problemas contratuais que o afastaram de jogos oficiais, cabendo a ele somente as atividades de treinamento e amistosos. “Eram duas horas de tristeza, nas horas do treinamento, porque eu estava treinando separado e, dentro de casa, eram horas de alegria e felicidade”, conta ele. Apesar disso tudo, a qualidade de vida proporcionada pela cidade árabe e a proximidade do término do contrato o fizeram insistir em suportar aquele momento difícil. 

Nilmar encerrou sua carreira após passar pelo Santos. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Distante de poder sentir a energia dos jogos oficiais, foi perdendo o “frio na barriga” que acompanha o profissional de futebol, até que retornou ao Brasil, em julho de 2017, para jogar no Santos. “Eu fui mais por uma oportunidade de recomeço, o contrato era muito bom em termos financeiros. Mas vendo de fora, vejo que não era o momento. Eu segui naquele automático de empresários, pessoas te motivando “vamos recomeçar, vai dar tudo certo e tudo mais”, eu sempre tive aquela confiança “não vai dar tudo certo”.

Djara Fortes, psicóloga do time feminino de futebol do Corinthians, destacou à TNT Sports que as doenças mentais ocorrem e se relacionam também com os jogadores e jogadoras de futebol. 

Djara Fortes é psicóloga da equipe feminina do Corinthians. Foto: Bruno Teixeira/Ag. Corinthians

Segundo ela, essas disfunções são doenças fisiológicas. Assim como existem, por exemplo, doenças do estômago, existem transtornos no cérebro. “O cérebro pode não produzir suficientemente neurotransmissores que são responsáveis pelo prazer, pelo bem-estar, pela alegria, que fazem essa parte positiva, e por conta disso, a gente acaba tendo sensações, sentimentos que mostram que você está com essa doença mental… Seja a ansiedade, a depressão e o pânico”.

Nem todo mundo entende isso. Nilmar também não entendia. A vergonha, o medo, o constrangimento e a pressão ao redor o faziam ter vergonha de assumir o que verdadeiramente estava se passando. 

Até eu entender que era uma doença e não tinha como, porque no início, eu briguei muito e sofri muito com isso, porque eu queria “amanhã vou acordar bem, vou acordar motivado e vou jogar”. Mas não tem nem como. E essa doença dá muita dor no corpo, cansaço. Como você vai fazer isso no futebol? Vai treinar? Não tem como…”

Esses pensamentos equivocados, tão presentes no ambiente do futebol, afetam muitos atletas. O ex-goleiro Aranha, de 40 anos, natural de Minas Gerais, também revelou não ter abertura, inicialmente, ao diálogo da saúde mental. “Eu achava bobeira, achava que não surtia efeito”, comentou o campeão da Libertadores, pelo Santos, e da Copa do Brasil, pelo Palmeiras. 

Aranha foi revelado na Ponte Preta, clube do interior de São Paulo. Foto: Thiago Ribeiro/Agif/Gazeta Press

Hoje, a mentalidade do ex-atleta não é mais a mesma. Para ele, isso se deve muito a dois momentos popularmente conhecidos no futebol: “o raiz” e “o moderno”. Apesar dos saudosismos de muitos, o futebol praticado no século 20 e na década inicial dos anos 2000 carregava estereótipos machistas que interferiam diretamente na saúde mental dos atletas.  

O futebol raiz, como a gente diz, tinha o jogador pipoqueiro, que sentia a pressão, o experiente. Essas características, essas graduações impediam que o jogador tivesse uma ajuda profissional. Imagina se o capitão da equipe tá conversando com a psicóloga. Ele seria visto como fraco mentalmente. Muitas pessoas sabiam que precisavam de um apoio, mas não procuravam com medo de que achassem que ele fosse inferior mentalmente, fraco mentalmente.”

As incertezas a respeito das sensações e a ausência de divulgação impedem que muitas pessoas, inclusive os atletas, identifiquem os sintomas e busquem auxílio de um profissional especializado. De acordo com Djara, nem a própria psicologia do esporte é tão atuante, o que dificulta o diagnóstico e tratamento. 

Querendo ou não, ainda tem muito aquilo de ‘não estou louco’, ‘não estou doente’, ‘não preciso’… As pessoas não procuram e não falam. (…) Quando se fala de um atleta, a cobrança é muito grande. Ele tem a cobrança dele, da comissão técnica, da família… Se tornando uma pessoa pública, tem toda uma torcida que apoia ou vai contra. Então, isso pode ser prejudicial se não cuidar da saúde.” 

A saúde mental fragilizada impede que até episódios vitoriosos e de celebração sejam aproveitados. “As pessoas perdem prazer pelas coisas que elas mais gostam na vida. Então se eu gosto muito de jogar futebol, mas nem no futebol eu tô me motivando, tem alguma coisa ali, somado a uma série de fatores por um tempo contínuo”, destacou a psicóloga.

Esse episódio ocorreu na vida do ex-goleiro Aranha, que relembrou estar em meio à conquista de um título e, mesmo assim, não se sentir satisfeito. 

Já aconteceu comigo de tá dentro de campo, com 60 mil pessoas na arquibancada, conquistar um título, o juiz entregar a bola do título na minha mão, apitar o final do jogo, e dá pra ver todo mundo comemorando na imagem e eu com uma tristeza profunda dentro de mim, assim, e eu quase que não reagia. Eu fiquei muito pensativo com isso, com essa atitude minha e até mesmo na hora eu falei ‘nossa, era pra eu tá feliz’ e eu vendo todo mundo feliz e pulando e comemorando e a torcida cantando, uma festa.”

Aranha abre o jogo sobre a saúde mental no mundo do futebol e sua experiência:https://tntsports.com.br/ajax/get_share_video.html?id=/videos/video-flash/2021/09/27/zoom_0_1.mp4

A expectativa de ser “super-herói”, o machismo e a pressão que Nilmar sentiu impactou diretamente em sua saúde mental, fazendo com que o término da carreira dentro dos gramados ocorresse antes do planejado. 

Sempre sentia cansaço físico e isso estava me incomodando e pensava ‘como assim?’. Tava me sentindo diferente e sempre fui muito quieto, mesmo em casa, com minha esposa e minha família nunca fui de comentar tanto… até que um dia deu gatilho, né? 

O estopim foi no segundo confronto após a estreia no Santos. Nilmar sentiu uma carga emocional muito grande. A ansiedade tomou a mente e fez com que o corpo parasse. “O copo encheu, vamos dizer assim, né? Senti uma dormência, algo que eu nunca tinha sentido, foi só tristeza (…)”.

Exames clínicos não constataram nada. O impacto era na mente. Assumir a condição e a necessidade de tratamento foi um desafio, mas que Nilmar abraçou. Foi um dos primeiros atletas do universo futebolístico a sinalizar que não é só o corpo que precisa de cuidados.

Veja depoimento de Nilmar sobre a depressão que enfrentou:https://tntsports.com.br/ajax/get_share_video.html?id=/videos/video-flash/2021/09/27/zoom_0.mp4

Após assumir a condição, isolou-se por cerca de seis meses, enquanto prosseguia com os tratamentos. O melhor jogador da América do ano de 2008 também foi procurado por colegas dos gramados, que passaram pela mesma questão, mas nunca comentaram.

Conhecidos que tiveram e até hoje ninguém sabe, porque tem né… tinha… os clubes acobertavam muito isso, até mesmo pra proteger. Mas eu sempre fui muito: “não, pode falar a verdade.” 

Como as pessoas nem sempre entendem sobre depressão, ansiedade e outros disturbios, não conseguem perceber a dificuldade do outro e acabam trazendo cobranças, de acordo com a profissional de saúde mental. 

‘Ah, é frescura, você tem dinheiro, você é famoso, porque você tá com isso?’. As pessoas não entendem e cobram. Sem essa força pra se reerguer é pior ainda, porque a culpa vai aumentando”. É difícil pra quem está sentindo relatar o que está sentindo. É diferente de quando você tem um machucado com uma dor que você consegue visualizar. Essas questões mentais são muito do que você sente, por isso que é difícil passar.”

De acordo com a análise de Djara, os problemas com a saúde mental não são específicos de um público e qualquer pessoa pode passar por essa condição. Ter conhecimento sobre o tema ajuda a desmitificar alguns preconceitos e colabora positivamente no tratamento de quem está passando por essa dificuldade, já que se a pessoa não consegue ajudar pode direcionar a um psiquiatra ou psicólogo.

“O número de pessoas com essas doenças cresceu, mas a busca por ajuda também cresceu. Uma das medidas importantes é trazer a informação para as pessoas, trazer a informação para os atletas, o que é cada doença dessa. Às vezes o excesso de informação também confunde e também pode atrapalhar. Então, é importante trazer essas informações direcionadas e, por isso, eu acho que o Setembro Amarelo é muito importante, porque ela (a campanha) foca muito no quanto é importante a gente cuidar da nossa saúde mental tanto quanto a física. Entendendo um pouco mais, a gente acolhe as pessoas.”

Djara Fortes comenta sobre a importância dos cuidados com a Saúde Mental: https://tntsports.com.br/ajax/get_share_video.html?id=/videos/video-flash/2021/09/27/zoom_0_2.mp4

Pandemia da Covid-19 acentuou doenças mentais, diz psiquiatra

Especialista acredita que mais pessoas possam ter desenvolvido transtornos durante a pandemia da Covid-19.

Confira o primeiro 1 episódio da série Um outro olhar: Saúde mental na pandemia

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Confira o primeiro 1 episódio da série Um outro olhar: Saúde mental na pandemiahttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A pandemia da Covid-19 acentuou doenças mentais, de acordo com o psiquiatra Daniel Martins de Barros. O especialista diz que não há um estudo sobre o aumento de pessoas que desenvolveram transtornos na pandemia, mas que, atualmente, existe mais atenção para buscar tratamento.

Segundo o The Burden of Mental Disorders in the Region of the Americas, um relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018 aponta que 7,5% dos brasileiros possuem ansiedade. É o número mais alto se comparado aos países da América e o Brasil ocupa a primeira posição no ranking.

O segundo colocado é o Paraguai (6,8%), Chile (5,5%), Argentina (5,4%) e a Colômbia (5,3%). Em relação a depressão, o Brasil ocupa a segunda posição entre os países que possuem mais pessoas com a doença.

O primeiro colocado do ranking é o Paraguai com 9,4% da população com depressão, seguido pelo Brasil (9,3%), Peru (8,6%), Equador (8,3%) e a Colômbia (8,2%).

Esses dados da OMS são anteriores à pandemia e, de acordo com o psiquiatra, esses dados se mantiveram, porém as pessoas estão mais alertas aos sintomas desses transtornos e buscam procurar ajuda.

“Embora muitos estudos no Brasil e no mundo não tenha mostrado um aumento da proporção de pessoas doentes, se nós já tínhamos 20% da população com ansiedade, elas se mantiveram. O que a gente vê é que mais pessoas estão atentas a isso. Elas estão buscando tratamento porque perceberam que aquele estado emocional pode ser algo que mereça tratamento”, disse.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O psiquiatra ainda explica quais os fatores podem levar as pessoas a desenvolverem esses transtornos.

“Provavelmente é uma série de fatores que passam por insegurança econômica, dificuldade de acesso à saúde, de tratamento, de baixo nível educacional, as pessoas não conseguirem nem saber que estão doentes para irem se tratar. E na pandemia várias pessoas estão sofrendo e muitas vezes o sofrimento para uma pessoa que já estava doente e não percebia é um motivo para que ela não suporte mais e precisa falar com alguém”, contou.

Em contrapartida, o psiquiatra Jairo Bouer acredita que mais pessoas possam ter desenvolvido transtornos durante a pandemia da Covid-19.

“Na maioria dos trabalhos o que a gente já tem visto é que tanto de ansiedade quanto a depressão aumentaram de uma maneira geral na nossa população. A gente sabe que os transtornos de saúde mental são muito frequentes no país. A gente imagina que um em cada quatro pessoas vai enfrentar algum tipo de transtorno mental na vida e é importante que a gente busque ajuda”, disse.

Jairo Bouer ainda explica que nesses momentos o importante é dividir os problemas com alguém ter uma rede de apoio para que as pessoas consiga passar por esse momento da pandemia.

“O primeiro atalho talvez seja a gente dividir os nossos problemas com alguém, um amigo, um parente, um parceiro e ter uma rede de apoio. Os casos que a gente não conseguir resolver dessa forma entra a importância do suporte em psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional. As pessoas precisam ser mais tolerantes com elas mesmas e mais empáticas, contou”.

Pandemia e home office: psicóloga indica sinais de que a saúde mental pode estar afetada

Isolamento social, praticado em boa parte da pandemia, tem gerado sentimentos de solidão nas pessoas

Isolamento social, praticado em boa parte da pandemia, tem gerado sentimentos de solidão nas pessoas

Crédito: Divulgação/DISYS

Se sentir ansioso, isolado, deprimido, exausto e estressado – no âmbito profissional – já era uma realidade antes mesmo da pandemia para alguns profissionais. No entanto, esses e outros sintomas aumentaram e muito durante a pandemia, precisamente 80%, segundo uma pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

isolamento social, praticado durante o período de pandemia para evitar o contágio do novo coronavírus, fez com que muitas pessoas enfrentassem a temida solidão. Não conviver com colegas de trabalho no home office, não poder sair para lugares e aproveitar o lazer, viajar ou se encontrar com familiares deixaram as pessoas mais solitárias e mais deprimidas. 

Um estudo feito com 440 pessoas por pesquisadores do Núcleo de Estudos em Neurociências e Comportamento e do Núcleo de Estudos em Práticas Psicossociais e Saúde, da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) mostrou que a ocorrência de sintomas de transtornos mentais comuns aumentou durante o isolamento social. 

Esses sintomas estão comumente relacionados à mudança drástica que ocorreu na vida de muitos devido à pandemia. De acordo com a psicóloga e HR Business Partner da DISYS Brasil, Isabela Woycik, em muitos casos, a carga de trabalho aumentou por alguma necessidade, como a redução do quadro e até o afastamento de funcionários. “A preocupação e até a dúvida sobre o cenário incerto que a pandemia ofereceu fez com que sintomas relacionados à ansiedade, depressão e ao estresse aumentassem significativamente”, comenta. 

Apesar de muitos já conhecerem os principais sintomas desses transtornos mentais, o ideal é passar por um profissional capacitado, como um psicólogo ou um psiquiatra. Por meio desse acolhimento, a pessoa pode encontrar formas de tratamentos adequadas a cada situação. “Mas existem pequenas atitudes que também podem contribuir para melhorias na saúde mental, como a realização de atividades físicas, incluir pensamentos positivos no dia a dia e ser gentil consigo mesmo”, aconselha a HR Business Partner da DISYS Brasil.https://9aa538e27d1177ed07b1fc5a89b5a251.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

HOME OFFICE E A PANDEMIA

A DISYS Brasil faz parte das 46% de empresas brasileiras que adotaram o home office como uma das modalidades de trabalho durante a pandemia. Cerca de 80% dos colaboradores da instituição trabalham de casa. Isabela explica que, mesmo de longe, colegas de trabalho podem notar sinais, ouvir angústias e queixas do período de isolamento. “Uma boa forma de ajudar os colegas que estão sofrendo com esses problemas é buscar sempre estar próximo. Mesmo com a pandemia, existem diversas plataformas que facilitam a interação virtual. Mas lembre-se, o melhor método de auxílio sempre será a indicação de um especialista”. 

Hoje em dia é essencial que as empresas se preocupem e sejam ativas em trabalhar pautas sobre saúde mental em suas atividades. Uma das formas de apoiar o assunto dentro das organizações é ter uma gestão humanizada, preparada para acolher essas demandas quando necessário e ofertar horários mais flexíveis aos colaboradores.  

“Aqui na DISYS estamos em constante contato com nossos colaboradores para checarmos como estão. Os líderes realizam conversas frequentes com seus profissionais e nosso RH realiza comunicações frequentes sobre temas de saúde mental e física”, garante a HR Business Partner. 

A multinacional, que possui escritórios nas cidades de Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, além de colaboradores alocados em diversos estados, ainda possui uma plataforma chamada DISYSConnect, que oferece ao colaborador interação, comunicação e engajamento. Neste espaço, os colaboradores podem informar diariamente como se sentem, assim, o líder pode acompanhar e realizar planos de ações por meio deste feedback. 

Além disso, como grande parte da empresa está em home office, Isabela comenta que a DISYS, especialmente nas redes sociais, sempre dá dicas de como equilibrar a saúde mental mesmo durante o trabalho remoto. E ressalta que o colaborador, tanto líder quanto a equipe, precisa ter consciência de que há necessidade do corpo descansar e da mente também. Momentos de lazer e pausas são importantes para recarregar as energias e ter dias mais produtivos de trabalho. “A principal dica sempre será essa: tenha um tempo para si, descanse sua mente e seu corpo, exercícios físicos e exercícios mentais são sempre excelentes indicações”, conclui a psicóloga. 

Veja abaixo alguns dos principais sinais de alguns problemas psíquicos:

Depressão:

Tristeza extrema;

Baixa autoestima;

Fadiga constante;

Sentimentos de inutilidade.

Ansiedade:

Falta de controle sobre pensamentos e atitudes;

Coração acelerado frente a situações;

Preocupação excessiva;

Medo extremo.

Estresse:

Agitação;

Tensão muscular;

Batimentos cardíacos acelerados;

Pouca ou muita fome, de forma exagerada.

Vivências na área da saúde mental inspiram novo filme de cineasta brasiliense

O tema entra em debate em ‘Por que você não chora?’, segundo longa dirigido pela brasiliense Cibele Amaral, em cartaz nos cinemas da cidade

Bárbara Paz vive uma mulher de classe média alta com transtorno borderline -  (crédito: Play Filmes/Divulgação)Bárbara Paz vive uma mulher de classe média alta com transtorno borderline – (crédito: Play Filmes/Divulgação)

Uma situação real inspirou Cibele Amaral a escrever o roteiro de Por que você não chora?, segundo longa de ficção da diretora e em cartaz nos cinemas da cidade. Formada em cinema e teatro, ela decidiu, em 2012, fazer uma faculdade de psicologia. Durante o curso, precisou realizar estágio em instituições de saúde mental e ficou marcada pela quantidade de mulheres que apresentavam ideações suicidas.https://90ebb0bc9838b1ee1aa1ddc6545fbc05.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Era um sofrimento para a cineasta, que conviveu com o problema na própria família. Dessa experiência nasceu o roteiro do longa, que tem Bárbara Paz no papel de uma mulher de classe média alta com transtorno borderline, e Carolina Monte Rosa, como Jéssica, estudante de psicologia de personalidade muito fechada e origem mais humilde. Maria Paula faz o papel da psicanalista integrante da equipe de tratamento de Bárbara.

“Durante o curso, me chamava a atenção colegas de faculdade que vinham de um mundo bem diferente da psicologia e se deparavam com muitas reflexões sobre a própria vida e, às vezes, sem entender direito o que estava acontecendo até com eles mesmos”, conta Cibele. “Foi aí que surgiu a ideia desse personagem da Jéssica, colocada em contato com alguém que, a vida inteira, estava se questionando, se autoconhecendo, que era a personagem da Bárbara. Dentro dessa história coloquei muitas situações reais.”PUBLICIDADE

Cibele queria trazer para o cinema uma reflexão sobre saúde mental que escapasse de estereótipos. “Fala-se muito sobre doença mental no cinema, mas é sempre um assassino, um psicopata, alguém que não melhora, alguém no fundo do poço. E, às vezes, os psicólogos são muito ridicularizados no filme, tem muito estigma”, lamenta.

Ela diz ter encontrado dificuldades na busca de referências e fontes menos estigmatizadas. Ela encontrou no longa Garota interrompida, uma possível referência. O filme de James Mangold, que tem no elenco Winona Ryder e Angelina Jolie, fala sobre um processo de tratamento, mas ainda numa ótica muito manicomial, com pessoas internadas e camisa de força como parte do cardápio oferecido pela instituição psiquiátrica. “Não era isso que eu buscava”, diz a diretora.

  • Cena do filme Por que você não chora?Cena do filme Por que você não chora?Play Filmes/Divulgação
  • O filme de ficção colocou na tela muitas situações reaisPlay Filmes/Divulgação

Tema delicado

Filmado em Brasília, com imagens que passam longe dos monumentos e se concentram em uma capital mais periférica, Por que você não chora? é também um alerta. Cibele teve o cuidado de consultar especialistas para tratar do tema e quis fazer de Jéssica um personagem cuja fragilidade e vulnerabilidade nem sempre são evidentes. Enquanto Bárbara tem um diagnóstico e segue um tratamento, a estudante de psicologia se inscreve no que Cibele Amaral chama de pessoa normótica.

“É aquela pessoa que, aparentemente, está bem, que você quase não enxerga, muito fechada, que acha que não é importante falar de sentimento, pensar sobre o tipo de relação que tem com a família. É uma estrutura rígida, mas que pode quebrar”, diz a diretora.

Maria Paula, que é psicanalista e atende em consultório há alguns anos, enxerga no longa um reflexo dos tempos atuais. “A gente está num momento histórico, em que a discussão sobre saúde mental ganhou uma relevância enorme”, explica. “Por um lado, é triste, porque o motivo pelo qual isso está acontecendo é porque tem muita gente com transtornos psíquicos, mas, por outro lado, é bom porque amplia o debate sobre o tema.”

Segundo a atriz e psicanalista, muita gente que antes tinha preconceito e achava que procurar ajuda terapêutica era um sinal de fraqueza ou uma consequência de um surto, começou a perceber a necessidade de acompanhamento profissional. “Esses tabus caíram por terra porque todo mundo está percebendo o quanto faz parte da vida de todas as famílias brasileiras ter que lidar com dificuldades relacionadas às emoções”, acredita. “O isolamento da pandemia foi um grande gatilho”.

Episódios de síndrome do pânico e transtornos ligados à ansiedade, segundo a psicanalista, aumentaram consideravelmente no último ano. “Não é só no consultório, mas nas conversas, na escola, com as mães das outras crianças e também nos artigos científicos que estão mostrando que os números aumentaram imensamente. Não só da procura da terapia, mas, infelizmente, até dos casos em que acontece o pior, que é o suicídio. O suicídio entre jovens e até crianças aumentou muito”, diz.

Segundo dados da campanha de prevenção ao suicídio, que serviu de material de pesquisa para o roteiro do filme, houve aumento de 40% nos casos de tendência suicida. “Esse tema é tão relevante, tão importante, por isso, estou feliz de participar desse debate, é uma hora que a gente precisa falar disso. Não pode fingir que a dificuldade do outro é o outro fazendo drama. Não é. O outro está precisando de ajuda”, alerta Maria Paula.

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Saúde mental e os desafios do novo normal pautaram debate no Hospital Regional Costa do Cacau

Em mais uma ação promovida pelo setor de Psicologia, com o apoio do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, referente ao Setembro Amarelo, mês da campanha de prevenção do suicídio, aconteceram palestras sobre o referido tema, saúde mental e os desafios do novo normal pós-pandemia da Covid-19.

No início do encontro, realizado na última terça-feira (21), a psicóloga Edithiane Vieira, convidada para palestrar na unidade, abordou em sua exposição “Setembro Amarelo -Desmitificando mitos e identificando os sinais de alerta do suicídio”. A palestrante informou que a campanha do Setembro Amarelo chegou ao Brasil em 2015, visando conscientizar as pessoas sobre o suicídio, bem como evitar seu acontecimento.

De acordo com Edithiane Vieira “é preciso atentar para alguns sinais, por exemplo, nas falas das pessoas que demonstrem desespero, também nas reações de desamparo como indicação de abandono, desesperança e depressão. Essa combinação de fatores pode evidenciar um quadro emocional de tendência suicida”.

“Outros sinais podem ser observados, como manifestações verbais que expressam ideação suicida, também a mudança de comportamento demonstrada por isolamento social, conversas em tom de despedidas, aumento do uso de álcool ou drogas, entre outros, além de alterações de humor e traumas emocionais por alguma situação ou condição”, complementou.

A psicóloga informou que existem fatores que podem ajudar a evitar um futuro suicídio. “Autoestima elevada, bom suporte familiar, crenças religiosas, culturais ou étnicas, laços sociais estabelecidos, vida social e lazer, estar empregado, ter criança em casa, ausência de doença mental, senso de responsabilidade com a família e capacidade de solucionar problemas. Estes fatores são considerados de proteção contra o suicídio”, concluiu.

A segunda palestra foi ministrada por Juliana Campos, psicóloga do HRCC, que abordou o tema “A nossa saúde mental e o novo normal: sofrimentos, reflexões e desafios”. Na ocasião, foram apresentadas reflexões da atual pandemia, em termos de desconstrução de sociedade e de existências singulares dos sujeitos.

Para Juliana Campos a experiência de emergência sanitária imposta pela pandemia da Covid-19 refletiu nas áreas social, econômica, ecológica, política e cultural. “Isso aprofundou as desigualdades e aumentou as precariedades. Esse impacto na sociedade gera sofrimentos como desalento, desamparo, entre outros”, disse.

“A pandemia tem um efeito marcadamente traumático para todos, mas com impacto diferente entre cada indivíduo e sua forma e condição de enfrentar a situação. Por característica biológica o coronavírus é democrático, mas na questão socioeconômica impôs diferenças. Temos o desafio da construção concreta de um novo normal, mas advertidos que o antigo normal não mais nos representa efetivamente”, concluiu a psicóloga.

Ascom do Costa do Cacau

Psiquiatra: o que faz esse profissional? Veja quanto ganha e como anda o mercado

Psiquiatra: o que faz esse profissional? Veja quanto ganha e como anda o mercado

Rosangela Quinelato 19 de julho de 2021

Quem vai prestar o vestibular, sempre procura se atentar para profissões que possam estar em alta e que de certa forma garantem uma boa remuneração no mercado de trabalho. E uma das profissões que realmente viu sua demanda crescer foi a do médico psiquiatra.

Com a pandemia e o isolamento social, muitas pessoas sofreram com depressão, ansiedade e vários distúrbios, que mais do que o corpo, afetam nossa saúde mental, nossa alma

.

No artigo de hoje, vamos explicar sobre como esse profissional é formado, que faculdade e cursos se inscrever e como anda também a questão salarial e do mercado de trabalho. Acompanhe e entenda.

O que faz um médico psiquiatra?

Indo direto ao assunto, o psiquiatra é o profissional médico especializado em Psiquiatria, uma área da Medicina que atende, diagnostica, trata, reabilita e previne os Transtornos Mentais e de Comportamento nas pessoas. Inclusive, o termo Psiquiatria vem do grego “arte de curar a alma”.

Temos como exemplo de doenças mentais diagnosticadas e tratadas pelos psiquiatras: depressão, esquizofrenia, demência, transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno bipolar e de personalidade. Para efetuar o diagnóstico, o médico analisa o paciente de forma completa, por diferentes perspectivas: desde a psicológica, passando pela biológica, cultural etc.

Qual a diferença entre psiquiatra e psicólogo?

Essa é uma dúvida comum de quem está pensando em escolher a profissão. Na realidade, o psiquiatra é o responsável por acompanhar e receitar o tratamento medicamentoso das pessoas com transtornos mentais.

Em geral, as consultas acontecem uma vez por mês. Já o profissional psicólogo é o responsável por fazer o acompanhamento terapêutico e a avaliação psicoemocional desses pacientes. Com o psicólogo, é normal que as consultas ocorram uma vez por semana ou até 2 em alguns casos.

Como é a formação desse profissional?

Normalmente a formação é em medicina, que dura 6 anos de faculdade e mais 2 anos de residência/especialização. Como forma de compreender várias áreas, alguns profissionais até fazem cursos extracurriculares como o curso de psicologia clínica online por exemplo. São cerca de nove a dez anos até que esse profissional possa concluir sua formação.

O médico psiquiatra, durante sua especialização, estuda e passa pelos setores de neurologia, emergências, clínica médica e várias outras para que possa aprender, na prática, a forma de estudar e tratar um paciente promovendo saúde mental plena.

Um dado interessante também a se observar, é que essa especialização mais longa também decorre do fato que o psiquiatra, ao contrário do psicólogo e do psicanalista, pode receitar medicamentos para os pacientes, já que estudou várias áreas da medicina.

Onde ele pode atuar?

O campo de atuação é bastante vasto. É possível atuar em clínicas privadas, públicas, hospitais, dando aula em faculdades ou simplesmente montando seu consultório particular.

Quanto ganha? Como anda o mercado da psiquiatria?

De acordo com dados do dieese e do portal glassdoor, no cargo de Médico Psiquiatra se inicia ganhando em média R$ 7.442,00 de salário e pode vir a ganhar até R$ 16.416,00. No Brasil a média salarial para Médico Psiquiatra fica em torno de R$ 13.529,00.

Embora esse salário seja uma média, o salário realmente é atrativo, porém é necessário estudar bastante e lidar com pessoas em surto, com distúrbios graves e nem sempre ́ é uma profissão fácil. Alguns psiquiatras cobram de 300 a 600 por consulta, mas até chegar a esse patamar são anos de estudos.

Falando sobre mercado, de acordo com dados do CRM, o Brasil sofre hoje  uma grande carência de Psiquiatras, apesar dos bons salários oferecidos na área. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP),  as doenças mentais estão entre as maiores causas de atendimentos de urgência no País. Segundo dados recentes, a ABP estima ainda que cerca de 20% da população mundial pode sofrer alguma enfermidade mental ao longo da vida.

Bem caros estudantes, esperamos que as dicas sejam úteis e que consigam com sucesso decidir pela psiquiatria ou não, na hora de focar para o vestibular.

Isolamento social pode afetar a saúde mental dos idosos

Os idosos podem se sentir solitários por causa do isolamento social. Entenda o que é preciso fazer para amenizar essa situação

Isolamento social pode afetar a saúde mental dos idosos
Isolamento social pode afetar a saúde mental dos idososFoto: Shutterstock / Sport Life

A pandemia do novo coronavírus trouxe mudanças de certa forma abruptas em nossas vidas. O home office foi aplicado na rotina da maioria dos trabalhadores, professores e alunos tiveram que se adaptar ao ensino remoto e as pessoas precisam se isolar dentro de casa, muitas vezes sozinhas.

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O isolamento talvez seja a parte mais difícil de todo esse processo, principalmente para os idosos, grupo de risco na pandemia. Sem ter contato com familiares e, na maioria das vezes, aposentadas, as pessoas com mais de 65 anos se tornaram mais vulneráveis não só ao vírus, mas aos problemas psicológicos.Está gostando da notícia? Fique por dentro das principais notíciasAtivar notificações

Para a psiquiatra e presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr), Renata Nayara Figueiredo, o isolamento e o distanciamento social impostos pela pandemia apenas intensificaram o sentimento de solidão. “Muitos idosos já estavam sem contato social por viverem em casas de repouso ou até por não trabalharem mais”, complementa.

Renata ressalta que o estresse psicológico pode ter um impacto na saúde física das pessoas na terceira idade, que também precisam de atenção. “Ao mesmo tempo em que protege o idoso da Covid-19, o isolamento pode contribuir para redução da resposta imunológica do corpo, ao colocá-lo sob uma condição estressante, aumentando assim o risco de doenças vasculares”, explica.

A psiquiatra ainda alerta para um risco maior de dependências químicas, transtornos psicológicos e tentativas de suicídio nesse grupo. “A incerteza com o futuro e o aumento de tempo ocioso, podem desencadear o crescimento no consumo de álcool, falta de motivação, depressão, transtorno de ansiedade e pensamentos suicidas. A cada duas tentativas de suicídio em idosos, uma evolui para óbito”, taxa extremamente maior que na população geral.

Adaptando a rotina

Para melhorar e evitar esses quadros psicológicos, a médica psiquiatra fala que é de suma importância que a família sempre esteja atenta ao comportamento do idoso, e pede para que os parentes tentem diferentes formas de continuar a interação com os mais velhos. “Ligar todos os dias, nem que seja por 10 minutos, já ajuda. Às vezes pode ser preciso ir atrás de um cuidador, para que se tenha uma melhor visão da saúde da pessoa”, diz.

Por mais que a rotina não seja a mesma, a especialista recomenda que a família ajude os idosos a adaptarem o seu dia a dia em tempos de isolamento. “Continuar com uma alimentação saudável, realizar atividades físicas, mesmo que dentro de casa, fazer videochamadas com todos da família, são formas de manter a saúde física e mental mesmo sem contato físico”, pontua. Interromper outros tratamentos médicos não pode ser uma opção, e a psiquiatra fala para os familiares recorrerem à telemedicina.

Dra Renata, por fim, lista uma série de queixas que devem ter um cuidado, como: falta de apetite, dores no corpo, dificuldade para dormir, irritabilidade, insônia, falta de memória, preocupações com a morte e sensação que é um fardo para os outros. “Esses sinais precisam de atenção, e é recomendável procurar um psiquiatra e um psicólogo, para uma melhor avaliação”, conclui.PUBLICIDADEhttps://f77692e10ef288eee18cc20a9065646b.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Psicoterapia

Milena Silva, doutora em psicologia do desenvolvimento humano e professora do CEUB destaca que a psicoterapia de idosos é muito importante, por dois motivos. Segundo ela, o primeiro serve para proteger a população idosa que começa a sentir o declínio do envelhecimento natural, isso vai demandar algumas mudanças significativas como, por exemplo, saída do emprego, provavelmente uma mudança de local na família, mudança nas relações sociais, porque o idoso sai de alguns espaços muito importantes para ele, como trabalho e também das perdas que são muito comuns nesta fase, algo mais sentido com o isolamento social.

“O idoso precisa ser reorganizado, se reconectar com a sua identidade. E agora dentro de um novo contexto, de uma nova demanda de vida”, afirma a especialista. Ela continua: “a psicoterapia possibilita trabalhar de maneira geral, temáticas como autonomia, saúde física e mental, socialização e entre outras questões”.

Em resumo, a psicóloga explica que é reforçado para o idoso a importância das relações afetivas, sejam sexuais, com familiares e amigos, ainda mais em tempos de isolamento.

Pessoas com doenças psiquiátricas têm maior risco de morrer por Covid-19, mostra estudo

Segundo autores, isso pode ser explicado pelo impacto dos tratamentos e medicamentos usados por esses pacientes
Profissionais da saúde cuidam de paciente com covid-19 na UTI do Hospital San Roque de Córdoba, ArgentinaProfissionais da saúde cuidam de paciente com covid-19 na UTI do Hospital San Roque de Córdoba, Argentina (Nicolas Aguilera/afp)

Pessoas que sofrem de doenças psiquiátricas correm maior risco de sofrer da forma grave da Covid-19 e morrer, aponta um estudo cujos autores pedem prioridade na vacinação desses pacientes.

Esse prognóstico poderia ser explicado pelos “obstáculos para receber atendimento médico” adequado, as “alterações imunoinflamatórias relacionadas aos transtornos psiquiátricos” ou pelo impacto dos tratamentos feitos por esses pacientes, indicam dois dos autores em comunicado divulgado nesta segunda-feira (19)  pela Fundação FondaMental, rede de pesquisadores sobre doenças psiquiátricas.

O artigo, que sintetiza 33 estudos publicados sobre o assunto em 22 países, conclui que os pacientes que sofrem de transtornos mentais têm um risco duas vezes maior de morrer de Covid em relação aos demais. Essa associação é especialmente verdadeira para transtornos psicóticos, transtornos de humor, vícios e retardo mental, mas não para transtornos de ansiedade. Fazer tratamento com antipsicóticos, ansiolíticos ou antidepressivos está associado a um alto risco de sobremortalidade (multiplicada por 3,7, 2,6 e 2,2, respectivamente).

O estudo, publicado no último dia 15 na revista britânica “The Lancet Psychiatry”, também mostra que os pacientes afetados por transtornos mentais têm 2,2 vezes mais chance de serem internados em caso de Covid, mas não são atendidos em UTIs com maior frequência. “Sabemos que esses pacientes enfrentam obstáculos importantes para receber atendimento médico, e nossos resultados sugerem que um acesso reduzido ao atendimento contribui para o aumento da mortalidade observado nesse grupo”, considera uma das autoras, Livia De Picker, do hospital psiquiátrico universitário Campus Duffel (Bélgica).

Outra hipótese é de que o risco aumentado poderia “refletir processos biológicos, como alterações imunoinflamatórias relacionadas aos transtornos psiquiátricos”, aponta Marion Leboyer, diretora da Fundação FondaMental. Os tratamentos “antipsicóticos poderiam aumentar os riscos cardiovascular e tromboembólico, interferir na resposta imunológica e causar interações com medicamentos usados para tratar a Covid”, acrescenta.

“Nossos resultados ressaltam a necessidade de análises mais precisas para gerenciar e prevenir a Covid em grupos onde haja pacientes de risco identificados neste estudo”, indicam os autores. “As autoridades de saúde pública devem tomar medidas específicas para garantir a máxima vacinação” dos pacientes e “lutar contra uma eventual redução do acesso ao atendimento”, considera Livia De Picker.

As doenças e deficiências que dão isenção para carros PCD

Com teto de IPI passando a ser de R$ 140 mil, montadoras voltam a oferecer mais condições especiais para o público

É comum ter dúvidas sobre quais doenças e/ou deficiências entram na lista para conseguir a isenção de alguns impostos na compra de veículos 0 km para PCD (pessoas com deficiência), afinal esse assunto traz grandes polêmicas e debates. 

De acordo com a Lei 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, o público PCD tem esse direito de isenção, mas são outras regrinhas que acabam gerando as dúvidas.  

A principal novidade é que o atual governo brasileiro sancionou a Lei 14.183/21, permitindo a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de carros PCD desde que o valor do automóvel não ultrapasse o teto de R$ 140 mil.

A Jeep e a Citroën já até passaram a oferecer descontos extras de fábrica para o Renegade e C4 Cactus para PCD. 

Mas, afinal, quais são as doenças e deficiências que possibilitam a isenção de impostos para carros PCD? 

Leia mais:
+ Tudo o que você precisa saber sobre vagas PCD
+ Os carros PCD mais acessíveis do mercado brasileiro em 2020

Segue a lista: 

A – artrose, artrite, AVC (acidente vascular cerebral), AVE (acidente vascular encefálico), autismo, amputação, artrodese com sequelas 

B – bursite 

C – câncer, contaminação por radiação, cardiopatia grave e cegueira 

D – deficiência visual, doenças mentais graves, doenças degenerativas, doenças neurológicas e deformidades congênitas 

E – esquizofrenia (alienação mental), espondiloartrose anquilosante, esclerose múltipla e escoliose grave 

F – fibrose cística (mucoviscidose) 

H – HIV postivo e hepatite C (ambas se houver sequela motora ou física); hanseníase, hérnia de disco, hepatopatia grave e hemiplegia 

L – LER (Lesão por esforço repetitivo), linfomas (com sequela motora) e lordose 

M – Monoplegia, Monoparesia e moléstia profissional 

N – Nanismo, neoplasia maligna, nefropatia grave e Neuropatias diabéticas 

O – osteofitose (bico de papagaio) 

P – Parkinson , Paget (em estágios avançados), paralisia cerebral, paralisia irreversível e incapacitante, paraparesia, paraplegia, poliomielite, ponte de safena (com sequelas), problemas graves na coluna, próteses externas e internas 

Q – quadrantomia 

R – renal crônico com uso de fístula e reumatoide 

S – síndrome de down, síndrome do manguito rotador e síndrome do túnel do carpo  

T- tendinite grave, talidomidas (com sequelas), tetraparesia; tetraplegia; triparesia, triplegia e tuberculose ativa 

É importante lembrar que algumas deficiências e doenças citadas acima não garantem automaticamente as isenções. Os interessados precisarão passar por avaliações médicas e devem requerer atestado. 

Além do IPI, o público PCD pode conseguir descontos de IOF, ICMS e IPVA. Os dois primeiros precisam ser solicitados na Secretaria da Receita Federal, enquanto o ICMS e o IPVA são expedidos pela Secretaria da Fazenda Estadual.  

Com o recente crescimento de fraudes em laudos médicos, os estados estão endurecendo as regras das isenções. Em SP, o médico que receitar um laudo irregular poderá ser condenado a pagar pelo imposto sonegado pelo paciente e inclusive sofrer uma denúncia no CRM (Conselho Regional de Medicina). 

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